G7 reafirma compromisso com cooperação multilateral

Ministros da economia e finanças dos países do G7 defenderam, em reunião esta terça-feira em Paris, a necessidade de respostas coordenadas para proteger atividade económica, reforçar segurança económica e limitar o impacto sobre países mais vulneráveis.

19 de maio de 2026 às 14:48
Ministros da economia e finanças dos países do G7 reuniram-se em Paris, esta terça-feira Foto: FOTO: Picture alliance/Getty
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Os ministros e banqueiros centrais dos países do G7 reafirmaram esta terça-feira "o compromisso com uma cooperação multilateral" para enfrentar os riscos que pesam sobre a economia mundial devido ao impacto da guerra, à desaceleração do crescimento e às pressões inflacionistas.

Reunidos em Paris sob presidência francesa, os responsáveis económicos das principais economias industrializadas advertiram num comunicado conjunto que a incerteza global aumentou como consequência do conflito no Médio Oriente, especialmente pelos efeitos nas cadeias de fornecimento de energia, alimentos e fertilizantes.

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"O crescimento e a inflação estão expostos a riscos crescentes", assinalaram os ministros e governadores de bancos centrais do G7 (Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão) que defenderam a necessidade de respostas coordenadas e temporárias para proteger a atividade económica, reforçar a segurança económica e limitar o impacto sobre os países mais vulneráveis.

Os ministros de Economia e Finanças dos países do G7 também se mostraram, de forma "unânime", a favor de manter a pressão sobre a Rússia, para que não possa aproveitar o conflito no Médio Oriente para obter mais fundos que possam ser empregados na invasão da Ucrânia.

"A vontade de manter a pressão sobre a Rússia é unânime", disse o ministro francês da Economia, Roland Lescure, no fim da reunião em Paris durante a presidência francesa do grupo.

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Precisamente na segunda-feira, os Estados Unidos anunciaram o levantamento temporário das sanções impostas ao petróleo russo armazenado em alto-mar para moderar a subida dos preços do petróleo provocada pelo conflito no Médio Oriente.

Os bancos centrais, associados às discussões, indicaram novamente estar "firmemente determinados a manter a estabilidade dos preços e a assegurar a resiliência duradoura do sistema financeiro".

"A política monetária continuará a depender dos dados: os bancos centrais acompanham de perto o impacto das tensões nos preços da energia e das outras matérias-primas na inflação, nas expectativas de inflação e na atividade económica", acrescenta esta declaração.

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O ministro francês da Economia e Finanças, Roland Lescure, mencionou "discussões francas, às vezes difíceis, diretas para encontrar soluções de longo prazo e de curto prazo para os grandes desafios económicos globais para garantir a estabilidade económica", durante uma conferência de imprensa.

Antes da cimeira dos líderes do G7 em Evian de 15 a 17 de junho, "nós avançamos, eu acho, bastante no trabalho, para que os nossos líderes possam, espero que sim, concluí-lo sobre assuntos tão importantes, muito concretamente, como os minerais críticos, como a resolução dos desequilíbrios globais", indicou.

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