Governo Trump avisa Cuba que líder do país deve deixar o cargo
Caso os cubanos concordem, isto resultará na primeira grande reviravolta política na sequência das negociações entre os dois países.
Enquanto as autoridades americanas e cubanas negoceiam o futuro de Cuba, que se encontra neste momento, economicamente fragilizado, o governo de Donald Trump quer destituir o presidente Miguel Díaz-Canel do poder.
A medida derrubaria uma figura-chave, mantendo no poder o governo comunista repressivo que governa Cuba há mais de 65 anos. Os americanos sinalizaram aos negociadores cubanos que o presidente deve sair, mas estão a deixar os próximos passos nas mãos do país, avançaram quatro fontes ao The New York Times.
Na visão de alguns funcionários do governo Trump, a saída do chefe de Estado de Cuba permitiria mudanças económicas estruturais no país, que Miguel Díaz-Canel provavelmente não apoiaria.
Caso os cubanos concordem, isto resultará na primeira grande reviravolta política na sequência das negociações entre os dois países.
A destituição do principal líder cubano daria ao presidente norte-americano uma vitória simbólica que lhe permitiria dizer ao público que derrubou o líder de um governo de esquerda que há muito se opõe aos Estados Unidos, como fez na Venezuela, explica o The New York Times.
Os negociadores americanos querem que Cuba concorde em afastar do poder alguns funcionários mais antigos que ainda se mantêm fiéis às ideias de Fidel Castro, o pai da revolução comunista.
Do ponto de vista das autoridades americanas, as negociações têm como foco a abertura gradual da economia cubana para empresários e empresas americanas.
O governo cubano recusou-se a comentar.
Miguel Díaz-Canel, de 65 anos, é presidente de Cuba desde 2018 e também preside o Partido Comunista. Restam-lhe dois anos de mandato presidencial. Foi a primeira, e até agora a única pessoa cujo apelido não é Castro a governar Cuba desde a vitória da revolução em 1959.
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