Correio da Manhã

Guterres alerta que o mundo tem dois anos para agir contra mudanças climáticas
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O secretário-geral das Nações Unidas afirma que falta de medidas levará a "consequências desastrosas".

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, advertiu, esta segunda-feira, que o mundo tem dois anos para agir contra as mudanças climáticas e evitar "consequências desastrosas". Guterres condenou, ainda, a paralisia dos líderes mundiais contra este fenómeno.

"Se não alterarmos a orientação daqui até 2020, arriscamos (…) consequências desastrosas para os humanos e os sistemas naturais que nos suportam", declarou o líder da ONU.

Segundo António Guterres, está em causa uma "ameaça existencial" e o "mais desafio" actual. "As mudanças climáticas estão a avançar mais depressa do que nós (…) e devemos romper com a paralisia", sublinhou, numa intervenção na sede da organização, em Nova Iorque, três dias antes da realização de uma cimeira mundial, inédita, para a acção climática, que deve reunir em São Francisco milhares de eleitos, autarcas, responsáveis de organizações não-governamentais e empresas.

"É imperativo que a sociedade civil – jovens, grupos de mulheres, setor privado, comunidades religiosas, cientistas e movimentos ecologistas em todo o mundo — reclamem a prestação de contas aos dirigentes", disse Guterres. O secretário-geral reclamou que não se está a fazer o suficiente e exigiu liderança para tomar medidas urgentes, antes que seja "demasiado tarde".

De acordo com a ONU, o mundo está longe de alcançar os objectivos estabelecidos há três anos no Acordo de Paris, umas metas que já eram "de mínimos" e que, segundo os especialistas, representam apenas um terço dos esforços necessários. "Temos os incentivos morais e financeiros para actuar. O que falta, inclusivamente depois de Paris, é liderança, um sentimento de urgência e um verdadeiro compromisso com uma resposta multilateral decidida", lamentou Guterres.

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