Irão diz que sanções norte-americanas violam resolução da ONU

Embaixador iraniano insistiu que se trata de "sanções ilegais" e que vão contra a carta e princípios fundadores das Nações Unidas.

05 de novembro de 2018 às 18:02
Presidente do Irão Foto: Getty Images
Presidente do Irão Foto: Getty Images
Presidente do Irão Foto: Getty Images
Trump Foto: Reuters
Donald Trump Foto: Direitos Reservados
Trump condena engenhos explosivos enviados e critica hostilidade dos media Foto: EPA

1/6

Partilhar

O Irão pediu esta segunda-feira às Nações Unidas e aos seus membros uma "resposta coletiva" às "sanções ilegais" impostas pelos Estados Unidos, após a entrada em vigor do novo pacote de sanções adotadas por Washington.

"Esse comportamento irresponsável dos Estados Unidos requer uma resposta coletiva da comunidade internacional para defender o Estado de direito, impedir que se mine a diplomacia e proteger multilateralismo", disse o embaixador iraniano na ONU, Gholamali Khoshroo, numa carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

Pub

O embaixador recordou que o acordo nuclear selado em 2015 foi consagrado através de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU e sublinha que as medidas impostas por Washington "violam flagrantemente" esse documento.

A carta, divulgada pela delegação do Irão, argumenta que as Nações Unidas e os seus Estados membros devem por isso "resistir" às sanções e fazer com que os Estados Unidos prestem contas por esta ação.

Pub

O embaixador iraniano insistiu que se trata de "sanções ilegais" e que vão contra a carta e princípios fundadores das Nações Unidas, especialmente pela sua aplicação extraterritorial.

De acordo com Teerão, as medidas envolvem "discriminação contra civis" com base em seu país de residência ou nacionalidade e atacam a liberdade do comércio internacional.

As novas sanções dos EUA, que entraram em vigor esta segunda-feira, penalizam a venda de petróleo iraniano, as transações com o Banco Central e o setor portuário do país, na tentativa de aumentar a pressão económica sobre Teerão, após a decisão do Governo de Donald Trump de abandonar o pacto nuclear assinado em 2015.

Pub

Este acordo, aprovado pela administração norte-americana de Barack Obama, envolvia Irão, EUA e outras cinco potências (Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha), que continuam a apoiá-lo apesar da retirada de Washington.

A ONU também apoia a continuação do acordo, que permitiu o levantamento de parte das sanções internacionais ao Irão em troca do compromisso de Teerão de que o seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar