Irmãos condenados a 40 anos de prisão cada um pela morte de jornalista em Malta
Arguidos confessaram o crime esta sexta-feira em tribunal.
Um tribunal em Malta condenou, esta sexta-feira, dois irmãos a 40 anos de prisão cada um pelo crime de homicidio da jornalista Daphne Caruana Galizia, conhecida por desvendar casos de corrupção. Os irmãos George e Alfred Degiorgio, foram acusados de ter acionado a bomba que causou a explosão do carro da jornalista enquanto conduzia perto de casa a 16 de outubro de 2017.
No julgamento desta sexta-feira de manhã, os arguidos tinham declarado inocência, mas horas mais tarde confessaram o crime em troca de uma sentença mais branda. Como estado membro da União Europeia, Malta não permite a pena de morte.
"A posição deles mudou. Declararam-se culpados", avançou Simon Micallef Stafrace, advogado dos arguidos, citado pela Reuters
O filho da jornalista aplaudiram a mudança na rede social twitter. "Uma abertura nas nuvens", referiu Paul Caruana Galizia, sobre o encerrar deste capítulo.
Daphne Caruana Galizia, na altura com 53 anos, estava a investigar vários políticos malteses, incluindo o primeiro-ministro e a mulher, no âmbito dos "Panama Papers".
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