Justiça dos EUA investiga suborno em troca de perdão de Donald Trump

Presidente cessante nega e diz que se tratam de “notícias falsas”.

03 de dezembro de 2020 às 08:42
Donald Trump Foto: Reuters
Barr desmentiu alegações de Trump Foto: Reuters

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O Departamento de Justiça dos EUA está a investigar uma alegada oferta de subornos a troco de um perdão do presidente Donald Trump. Desconhece-se o nome dos suspeitos, e a Casa Branca já desmentiu qualquer envolvimento.

O caso foi conhecido depois de o Tribunal do Distrito de Columbia ter tornado público um documento que revela que o Departamento de Justiça está a investigar uma oferta de “uma substancial contribuição política em troca de um perdão presidencial ou de uma redução de sentença”. Mais de metade do documento está rasurado de forma a impedir a revelação de informações que possam prejudicar a investigação, incluindo os nomes da pessoa que ofereceu o alegado suborno e de dois intermediários. No âmbito da investigação foram apreendidos mais de 50 dispositivos eletrónicos, incluindo telemóveis, iPads e computadores portáteis.

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A Casa Branca negou o envolvimento de qualquer membro da Administração e o presidente Trump escreveu no Twitter que não passam de “notícias falsas”. O caso surge pouco depois de Trump ter perdoado o antigo conselheiro Michael Flynn e numa altura em que discute possíveis perdões para outros membros do seu círculo próximo, incluindo os filhos Ivanka, Donald Jr. e Eric, o genro Jared Kushner ou o advogado Rudolph Giuliani.

"Vemo-nos daqui a quatro anos"

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Trump deu terça-feira a indicação mais clara de que tenciona recandidatar-se à Casa Branca em 2024, ao dizer a um grupo de convidados numa receção: “Foram quatro anos fantásticos. Estamos a tentar ficar mais quatro mas, se não der, vemo-nos daqui a quatro anos”.

Procurador-Geral nega fraude eleitoral

O Procurador-Geral dos EUA, William Barr, garantiu esta quarta-feira que o Departamento de Justiça não encontrou qualquer prova substancial de fraude nas presidenciais de novembro, contrariando as alegações do presidente Trump. “Até à data, não encontrámos qualquer indício de fraude a uma escala suscetível de alterar o resultado final das eleições”, assegurou Barr. A campanha de Trump acusou-o de “não investigar o suficiente”.

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PORMENORES

Biden vence 2ª recontagem

A segunda recontagem dos votos exigida por Trump nalguns condados da Geórgia confirmou a vitória de Joe Biden, anunciou esta quarta-feira o secretário de estado Brad Raffensperger, que apelou ao presidente para aceitar os resultados.

Incitamento à violência

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Um dos advogados da campanha de Trump, Joe DiGenova, afirmou que o ex-responsável pela segurança eleitoral Chris Krebs, demitido por Trump por negar a existência de fraude, “devia ser arrastado para fora de casa de madrugada e morto”.

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