"Não sabia que vivia com o mal": pai de menina morta em casa em Inglaterra acusa mulher de amarrar menor com fita adesiva

Pai de Sara, Urfan, disse que a madrasta, Beinash, o obrigava a bater na filha.

08 de novembro de 2024 às 16:53
Sara Sharif, de 10 anos, assassinada em Inglaterra Foto: Polícia de Surrey
Urfan Sharif Foto: X

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O pai de Sara Sharif, a menina de 10 anos que foi assassinada em agosto de 2023 em Inglaterra, disse, na quinta-feira, que a madrasta da menina, Beinash Batool, é "malvada e psicopata" e que amarrou a enteada com fita adesiva. Urfan Sharif disse também que Beinash Batool o obrigava a bater na menina.

Urfan, contou no Tribunal Central Criminal de Inglaterra que uma vez chegou a casa e encontrou Sara com os braços atados atrás das costas com fita adesiva e que Beinash ficou "chocada" ao vê-lo chegar.

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"Ela, a Sara, estava aterrorizada. Estava assustada. Não disse grande coisa. Abracei-a, beijei-a e depois eu e a Beinash fomos para a cozinha, ela pediu-me desculpa e prometeu que não voltaria a fazê-lo", disse o pai de Sara em tribunal.

Urfan Sharif admitiu ter cortado a filha com uma faca de cozinha e acrescentou que era "um idiota" por não ter chamado a polícia. O homem disse ainda que bateu várias vezes na filha porque Beinash Batool "culpava" Sara.

"Não devia ter acreditado nela. Não sabia que estava a viver com o mal e com uma psicopata", afirmou Urfan.

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O pai de Sara garantiu que nunca viu nódoas negras no corpo da menina porque ela usava um hijab, camisolas de mangas compridas e leggins em casa e acrescentou que nunca a viu com dores ou incapaz de se mexer, como tinha dito Batool.

Urfan Sharif disse ainda que, no dia em que Sara morreu, Beinash Batool ligou-lhe a pedir que voltásse para casa.

Recorde-se que o Urfan Sharif confessou ter matado a menina, quando ligou para as autoridades, em agosto de 2023. O pai, a madrasta e o tio, Faisal Malik, estão agora a ser julgados pela morte da criança.

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