O ritual sangrento que mata centenas de baleias nas Ilhas Faroé
População junta-se para ver o espetáculo sanguinário onde dezenas de baleias são massacradas.
É uma tradição centenária mas cada vez mais controversa. Com o crescimento dos movimentos ambientalistas e defensores dos animais, o ritual de caça às baleias nas Ilhas Faroé tem-se tornado alvo de críticas cada vez mais duras, no entanto, a matança continua.
Em poucas horas, as águas transparentes que banham Torshavn, capital das Ilhas Faroé, tornam-se num cenário 'pós-apocalíptico', pintado de vermelho.
Os pescadores mobilizam a população após conduzirem dezenas de baleias para perto de terra. As empresas permitem que os trabalhadores abandonem o posto de trabalho e até as escolas 'libertam' funcionários e estudantes.
A população junta-se para ver o espetáculo sanguinário onde dezenas de baleias são imobilizadas com ganchos para depois serem atacadas por matadores licenciados.
São efetuados cortes profundos na zona do pescoço das baleias que lhes rompem a medula espinhal. Em poucos minutos, o mar torna-se vermelho e a ânsia do povo cresce para receber 'a comida'. A carne das baleias é depois distribuída por todos os presentes.
Aproximadamente 500 baleias foram mortas desde o início deste ano nas Ilhas Faroé, território da Dinamarca, que faz parte da União Europeia. Uma tradição controversa visto que na UE as baleias são considerados animais protegidos.
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