Pablo Casado fica no PP até ao congresso
Barões do partido aceitam “saída digna” pedida pelo ainda líder popular. Alberto Núñez Feijóo é o favorito à sucessão.
Pablo Casado vai continuar à frente do Partido Popular espanhol (PP) até ao Congresso Extraordinário que irá eleger o seu sucessor, marcado para 2 e 3 de abril. O líder do PP consegue assim a “saída digna” que tanto desejava após a humilhante derrota no braço de ferro com a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso.
O acordo foi alcançado numa reunião de emergência entre Casado e os barões regionais do partido, na quarta-feira à noite, a qual se prolongou por mais de quatro horas. Casado garantiu na reunião que “agiu sempre de boa-fé” na guerra com Ayuso e que nunca quis prejudicar o partido. “Posso ter errado, mas não fiz nada de mal”, afirmou, implorando aos barões para “pensarem na sua mulher e filhos” e para “não fazerem correr mais sangue do que aquele que já foi derramado”.
Casado garantiu ainda aos líderes regionais do PP que não tenciona apresentar-se ao congresso como candidato e comprometeu-se a apoiar a candidatura de Alberto Núñez Feijóo, o influente presidente da Junta da Galiza, tido como o grande candidato à sua sucessão e que conta com o apoio unânime dos barões do partido.
Casado, recorde-se, foi pressionado a demitir-se após ter acusado Ayuso de tráfico de influências na atribuição de um contrato para a aquisição de máscaras durante a pandemia, num negócio de 1,5 milhões de euros pelo qual o seu irmão, Tomás Ayuso, recebeu um pagamento de 55 mil euros.
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