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Pablo Casado dá passo atrás na guerra com Ayuso no PP em Espanha

Líder do PP aceita explicações da presidente da Comunidade de Madrid sobre negócio que envolveu o irmão.

21 de fevereiro de 2022 às 08:21

Sob forte pressão interna para travar uma guerra que ameaçava destruir o Partido Popular espanhol, Pablo Casado deu um inesperado passo atrás no braço de ferro com a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, e aceitou as explicações da dirigente regional para o negócio suspeito que envolve o seu irmão. A trégua pode, porém, não ser suficiente para salvar o líder popular, apontado como principal responsável pela mais grave crise a atingir o partido nos últimos anos.

Casado, que ainda na sexta-feira falava publicamente em “suspeitas de tráfico de influências” no negócio em que o irmão de Ayuso serviu de intermediário na compra de máscaras para a Comunidade de Madrid durante o primeiro confinamento, diz agora que o assunto “foi resolvido satisfatoriamente” na sequência das explicações de Ayuso. “Durante seis meses pedimos explicações e não recebemos nada. Agora, sim, recebemos”, disse fonte da direção do PP, adiantando que o caso será encerrado em breve.

O recuo de Casado foi forçado pela intervenção dos barões do PP, nomeadamente, o líder dos populares na Galiza, Alberto Núñez Feijóo, que tentou por todos os meios estancar a guerra entre os dois principais dirigentes do partido. Os mesmos barões exigem agora, no entanto, a cabeça do ‘número dois’ de Casado, Teodoro García Egea, secretário-geral do PP, sob ameaça de avançarem para um Congresso extraordinário para discutir a liderança.

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