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Barões do PP tiram o tapete a Pablo Casado

O influente barão do PP Alberto Núñez Feijóo pediu a Pablo Casado para “tomar a última decisão” para voltar a unir o partido após guerra com Isabel Díaz Ayuso.

22 de fevereiro de 2022 às 08:14

Os dias de Pablo Casado à frente do Partido Popular espanhol poderão estar contados, depois de o influente presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, lhe ter pedido esta segunda-feira publicamente para “tomar a última decisão” para salvar o partido após o triste espetáculo da guerra aberta que manteve no final da semana passada com a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, e da qual saiu derrotado de forma humilhante.

“Pablo Casado deve tomar decisões que não serão fáceis mas são urgentes para voltar a unir o partido. Já lhe transmiti essa opinião de forma clara, leal e nítida. Ele sabe o que eu penso e cabe-lhe a ele tomar a última decisão”, afirmou o mais poderoso e influente dos barões populares. Segundo o ‘El País’, Núñez Feijóo foi ainda mais direto numa conversa telefónica que manteve com Casado no domingo à noite. “Tens de renunciar já”, terá dito.

Recorde-se que Casado acusou na semana passada Ayuso de tráfico de influências num negócio que envolveu o irmão, para logo de seguida recuar e aceitar como válidas as decisões da dirigente madrilena.

O líder do PP resiste, no entanto, a demitir-se. Esta segunda-feira esteve o dia todo reunido com a sua Direção Nacional e decidiu fazer frente aos barões, convocando para quinta-feira a Junta Diretiva Nacional do partido para ganhar tempo.

“Roubaram-me a presunção de inocência”

Apesar do recuo de Casado, Isabel Díaz Ayuso deixou esta segunda-feira claro que a guerra com o líder do PP não está sanada. “Fui vítima de um ataque político cruel em que me foi roubada a presunção de inocência. Não posso olhar para o lado e fingir que tudo continua igual. Alguém tem de assumir a responsabilidade”, afirmou a presidente da Comunidade de Madrid, que considerou que a situação do partido é “insustentável”. “Estamos a sangrar, a afundar nas sondagens. É preciso uma viragem absoluta”, frisou .

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