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Guerra entre Casado e Ayuso divide o PP em Espanha

Presidente da Comunidade de Madrid denuncia “espionagem” e acusa direção nacional de a querer destruir.

20 de fevereiro de 2022 às 09:24

Tráfico de influências, espionagem, traições e manobras de bastidores. O PP espanhol está em guerra aberta e o braço de ferro entre o líder Pablo Casado e a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, ameaça estilhaçar completamente o partido e provocar danos irreparáveis junto do eleitorado.

A tensão entre as duas principais figuras do Partido Popular já era latente há meses, mas o verniz estalou definitivamente esta semana com a denúncia de que a direção do PP terá contratado um detetive privado para espiar o entorno familiar de Ayuso, nomeadamente o seu irmão, Tomás Díaz Ayuso. Em causa estão suspeitas de tráfico de influências: o irmão da presidente da Comunidade de Madrid terá recebido uma comissão choruda como intermediário num negócio de 1,5 milhões de euros para a compra de 250 mil máscaras para o governo regional durante o primeiro confinamento, em 2020. A direção nacional do partido, que está a investigar o caso desde setembro, fala numa comissão de 288 mil euros. Ayuso garante que foram apenas 55 850 euros e que o pagamento nada teve de ilegal: o seu irmão trabalha na área da saúde há 26 anos e agiu como mero intermediário entre a fábrica chinesa e a empresa que vendeu as máscaras à Comunidade de Madrid, tendo sido esta empresa a pagar a comissão.

Ayuso relaciona a alegada espionagem ao desejo da direção do PP de a afastar da corrida à liderança do partido em Madrid. “É muito doloroso quando os dirigentes do teu partido te tentam destruir”, disse numa conferência de imprensa emotiva.

Casado confirma que o partido está a investigar as suspeitas e diz que as acusações de espionagem são “uma “montagem para esconder um possível tráfico de influências”. “Eu nunca permitiria que o meu irmão cobrasse 300 mil euros por um contrato público”, acusa.

Ayuso e Casado reuniram-se a sós em Madrid na sexta-feira, mas o encontro não conseguiu reduzir a tensão. Ambos os lados garantem que vão levar o caso “até ao fim” e no partido já se diz que apenas um sobreviverá.

Tráfico de influências, espionagem, traições e manobras de bastidores. O PP espanhol está em guerra aberta e o braço de ferro entre o líder Pablo Casado e a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, ameaça estilhaçar completamente o partido e provocar danos irreparáveis junto do eleitorado.

A tensão entre as duas principais figuras do Partido Popular já era latente há meses, mas o verniz estalou definitivamente esta semana com a denúncia de que a direção do PP terá contratado um detetive privado para espiar o entorno familiar de Ayuso, nomeadamente o seu irmão, Tomás Díaz Ayuso. Em causa estão suspeitas de tráfico de influências: o irmão da presidente da Comunidade de Madrid terá recebido uma comissão choruda como intermediário num negócio de 1,5 milhões de euros para a compra de 250 mil máscaras para o governo regional durante o primeiro confinamento, em 2020. A direção nacional do partido, que está a investigar o caso desde setembro, fala numa comissão de 288 mil euros. Ayuso garante que foram apenas 55 850 euros e que o pagamento nada teve de ilegal: o seu irmão trabalha na área da saúde há 26 anos e agiu como mero intermediário entre a fábrica chinesa e a empresa que vendeu as máscaras à Comunidade de Madrid, tendo sido esta empresa a pagar a comissão.

Ayuso relaciona a alegada espionagem ao desejo da direção do PP de a afastar da corrida à liderança do partido em Madrid. “É muito doloroso quando os dirigentes do teu partido te tentam destruir”, disse numa conferência de imprensa emotiva.

Casado confirma que o partido está a investigar as suspeitas e diz que as acusações de espionagem são “uma “montagem para esconder um possível tráfico de influências”. “Eu nunca permitiria que o meu irmão cobrasse 300 mil euros por um contrato público”, acusa.

Ayuso e Casado reuniram-se a sós em Madrid na sexta-feira, mas o encontro não conseguiu reduzir a tensão. Ambos os lados garantem que vão levar o caso “até ao fim” e no partido já se diz que apenas um sobreviverá.

PORMENORES

De amigos a rivais

Pablo Casado e Isabel Díaz Ayuso foram amigos e aliados durante mais de uma década. Conheceram-se há 17 anos na juventude do PP e apoiaram-se mutuamente na ascensão política, mas a ambição de Ayuso em liderar o partido, impulsionada pela surpreendente vitória nas eleições regionais de 2021 em Madrid, afastou-os.

A presidente da Comunidade de Madrid garantiu que só em setembro soube, por Casado, que o irmão tinha estado envolvido na compra das máscaras, e que conseguiu adquiri-las a 5 €/unidade quando o preço habitual era de 10,5 €/unidade.

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