PCC e Comando Vermelho já atuam em 12 estados dos EUA
Na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou que o governo dos Estados Unidos tinha mudado a classificação do PCC e do CV para organizações terroristas globais.
As duas maiores e mais violentas fações criminosas do Brasil, o PCC, Primeiro Comando da Capital, de São Paulo, e o CV, Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, já atuam em pelo menos 12 estados dos EUA, cujo governo as classificou na passada quinta-feira como organizações terroristas globais. A informação foi avançada este sábado em Washington pela porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Amanda Roberson.
“A influência e as redes ilícitas dessas duas organizações estendem-se muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e até mesmo ao nosso país”, declarou Amanda Roberson. "O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger a nossa nação e os nossos interesses de segurança nacional, mantendo as drogas ilícitas fora das nossas ruas e interrompendo os fluxos de receitas que financiam esses terroristas violentos", acrescentou.
A porta-voz não pormenorizou quais os estados norte-americanos em que já foi confirmada a presença e a atuação das duas fações brasileiras, que classificou como duas das organizações criminosas mais violentas do continente americano. Segundo ela, essa informação deve, por enquanto, ficar em sigilo e é a justiça federal norte-americana quem poderá divulgá-la, quando o julgar possível ou necessário.
Na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou que o governo dos Estados Unidos tinha mudado a classificação do PCC e do CV de organizações criminosas estrangeiras para organizações terroristas globais, a classificação mais dura. Com essa nova classificação, as leis norte-americanas permitem que a CIA e até as Forças Armadas dos EUA desencadeiem operações, secretas ou ostensivas, em território brasileiro, sem autorização prévia ou mesmo sem avisar ao governo local.
Para Lula da Silva, a mudança de classificação, que ele tentou impedir ao longo do seu terceiro mandato, iniciado em 2023, foi uma dura derrota, ainda mais por ter surgido a menos de cinco meses das eleições presidenciais brasileiras, em que é candidato a mais uma reeleição. E por a mudança ter acontecido somente um dia após a visita do seu principal adversário na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, a Marco Rubio, e dois dias depois de um encontro com o próprio Donald Trump, também em Washington, quando pediu aos dois governantes que designassem o PCC e o CV como grupos criminosos e pediu ajuda para os combater.
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