Presidente da Bielorússia diz que não sabia que jornalista seguia a bordo de avião
Lukashenko acusou países do ocidente de terem ultrapassado "linhas vermelhas" nas reações ao episódio com avião da Ryanair.
O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, acusou esta quarta-feira o Ocidente de tentar usar o desvio de um avião da Ryanair no passado fim de semana para "travar uma guerra híbrida" contra si próprio, afirmando que não tinha conhecimento que seguia a bordo o ativista Roman Protasevich.A bordo seguia o jornalista e ativista Roman Protasevich, opositor do regime bielorusso.
Lukashenko defendeu-se e afirmou que tinha agido legalmente e de acordo com todas as normas internacionais, alegando que os "malfeitores" estavam a tentar utilizar o episódio para minar o sue governo.
Vários políticos europeus classificaram os eventos como um "sequestro patrocinado pelo Estado".
"Eles [os malfeitores] ultrapassaram muitas linhas vermelhas e abandonaram o bom senso e a moral humana", defendeu o presidente sobre os ataques políticos.
Vários países direcionaram já os voos para evitar o espaço aéreo da Bielorússia depois do avião da Ryanair, que realizava um voo entre Atenas (Grécia) e Vilnius (Lituânia), ter sido obrigado a desviar para a Minsk, na Bielorrússia.
A bordo seguia o jornalista e ativista Roman Protasevich, opositor do regime bielorusso.
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