Quassem Soleimani, o estratega militar do Irão

Mais de uma centena de mortos em cerimónia para assinalar morte de general.

04 de janeiro de 2024 às 12:57
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O general Qassem Soleimani, morreu em 2020 depois de um ataque aéreo americano em Bagdade. Soleimani era muito próximo do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, e foi um dos homens mais poderosos do país. Responsável por várias ações militares e de espionagem do Irão no estrangeiro, Qassem Soleimani já tinha sido alvo de várias tentativas de assassinato antes de ser executado na capital do Iraque.

Qassem Soleimani liderou desde 1998 até à data da sua morte a força Al Quds, uma unidade especial da Guarda Revolucionária, era visto como o cérebro da estratégia militar e geopolítica do país.

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Depois de se tornar chefe da Al Quds, Soleimani tentou aumentar a influência do Irão no Oriente Médio. Realizou operações clandestinas, forneceu armas a aliados e desenvolveu redes de milícias leais ao Irão.

Soleimani expandiu a presença militar do Irão xiita na Síria onde organizou a ofensiva do governo de Bashar al-Assad contra grupos rebeldes sunitas durante a guerra civil.

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No Iraque, apoiou um grupo xiita paramilitar que ajudou a combater o Estado Islâmico quando este ocupava o norte do país, nomeadamente a cidade de Mosul.

Carismático e muitas vezes evasivo, o comandante era uma referência para alguns e odiado por outros. Chegou mesmo a ser retratado em reportagens, documentários e até citado em músicas pop.

Segundo a BBC, o general ganhou fama nos seus últimos anos de vida, após passar uma grande parte do seu tempo a dirigir operações secretas.

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Esta quarta-feira, mais de uma centena de pessoas morreu e outras tantas ficaram feridas em duas explosões registadas junto ao cemitério na cidade de Kerman, no Irão, onde se realizava uma cerimónia para assinalar a morte de Soleimani.

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