Rede elétrica de Cuba colapsa e deixa cerca de 11 milhões de habitantes 'às escuras'
Presidente confirmou que a ilha estava a manter conversações com o governo dos EUA.
As autoridades de Cuba relatam esta segunda-feira um apagão que terá afetado toda a ilha, num país com cerca de 11 milhões de habitantes, à medida que as crises energética e económica se agravam.
O Ministério da Energia falou na rede social X numa "interrupção total" do sistema elétrico do país e afirmou que estava a investigar o caso, de acordo com a agência de notícias Associated Press.
Cuba atribuiu as dificuldades ao bloqueio energético imposto pelos EUA, depois de o presidente Donald Trump ter advertido, em janeiro, que iria aplicar tarifas a qualquer país que vendesse ou fornecesse petróleo à ilha.
A ilha não recebe carregamentos de petróleo há mais de três meses e está a funcionar com energia solar, gás natural e centrais termoelétricas, tendo o governo sido obrigado a adiar cirurgias a dezenas de milhares de pessoas, segundo afirmou o presidente Miguel Díaz-Canel na sexta-feira.
Há mais de uma semana, uma falha de energia em grande escala afetou o oeste da ilha, deixando milhões de pessoas sem eletricidade.
Embora Cuba produza 40% do seu petróleo e tenha vindo a gerar a sua própria energia, tal não tem sido suficiente para satisfazer a procura, uma vez que a sua rede elétrica continua a desmoronar-se.
Na sexta-feira, Díaz-Canel confirmou que Cuba estava a manter conversações com o governo dos EUA, à medida que os problemas continuam a agravar-se.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt