Rivera aceita viabilizar governo de Sánchez

Centrista impõe três condições para permitir a tomada de posse de um governo socialista minoritário.

17 de setembro de 2019 às 08:35
Albert Rivera Foto: EPA
Albert Rivera, líder do partido Ciudadanos Foto: Reuters
Sánchez terá de esperar até amanhã para saber se será primeiro-ministro Foto: EPA
Pedro Sánchez Foto: Reuters

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O líder do Cidadãos, Albert Rivera, propôs esta segunda-feira ao PP a abstenção conjunta dos dois partidos para permitir a investidura do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez e impedir novas eleições, mas impôs três condições que o governo terá de cumprir para concretizar o seu apoio.

Rivera, que nos últimos meses rejeitou sempre apoiar a investidura de Sánchez, inverteu a sua posição a menos de 24 horas de o rei Felipe VI concluir a segunda ronda de consultas para a formação do próximo governo.

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O líder do Cidadãos justifica o recuo com o fracasso das negociações entre o PSOE e o Unidas Podemos e a necessidade de assegurar uma "solução de Estado" para evitar o regresso às urnas.

Coloca, no entanto, três condições para apoiar o primeiro-ministro. Em primeiro lugar, os socialistas devem romper o acordo de governo com a esquerda e os nacionalistas em Navarra, País Basco, e formar num novo executivo autonómico com o Cidadãos e o PP.

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Segundo, devem comprometer-se a criar um grupo de trabalho conjunto para planear a reintrodução do Artigo 155 na Catalunha se o governo independentista não acatar a sentença dos separatistas em julgamento por desobediência, que também não poderiam ser indultados.

Terceiro, Sánchez deve comprometer-se a não aumentar os impostos às famílias e aos trabalhadores independentes.

Pedro Sánchez apressou-se a responder que o seu governo "já cumpre todas as condições", pelo que "não existe qualquer obstáculo" que impeça os dois partidos de apoiarem a investidura.

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Pormenores

Investidura

Sem o apoio do Unidas Podemos, Pedro Sánchez precisa que tanto o Cidadãos como o Partido Popular se abstenham para conseguir ser investido no parlamento.

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Consultas

O rei Felipe VI termina esta terça-feira a segunda ronda de consultas com os partidos para avaliar se há condições para a formação de um governo. Se a conclusão for negativa, haverá novas eleições.

PP em silêncio

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O Partido Popular não reagiu imediatamente à proposta do líder do Cidadãos. Pablo Casado, líder do PP, limitou-se a constatar que Pedro Sánchez "nunca quis" o apoio dos populares.

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