Trump afirma que rei Carlos III estará "muito seguro" durante visita aos EUA após tiroteio em jantar da Casa Branca
Visita do monarca britânico aos Estados Unidos começa esta segunda-feira e deverá durar quatro dias.
O presidente Donald Trump afirmou que o Rei Carlos III estará "muito seguro" durante a visita aos Estados Unidos, que arranca esta segunda-feira, após novas conversações de segurança entre a Casa Branca e o Palácio de Buckingham.
As declarações surgem depois de, no sábado, um homem armado ter causado o pânico num evento em Washington DC em que Trump estava presente. Apesar do incidente, a visita real decorrerá praticamente sem alterações, confirmou o Palácio de Buckingham, de acordo com a BBC.
Em entrevista ao programa '60 Minutes', da CBS, Trump sublinhou que os terrenos da Casa Branca são "realmente seguros" e mostrou-se satisfeito com a deslocação do monarca britânico. "É ótimo, ele estará muito seguro", afirmou o presidente norte-americano.
Carlos III e a rainha Camila serão recebidos por Trump e pela primeira-dama, Melania Trump, em Washington DC, no início de uma visita oficial de quatro dias que inclui ainda passagens por Nova Iorque e Virgínia. O programa inclui encontros de protocolo, uma festa nos jardins da Casa Branca e uma deslocação simbólica ao Memorial do 11 de Setembro.
O embaixador do Reino Unido em Washington, Christian Turner, descreveu a visita como uma oportunidade para "renovar e revitalizar uma amizade única" entre os dois países. Segundo o diplomata, o objetivo passa por reforçar áreas como o investimento, a cooperação militar e as ligações entre cidadãos, nomeadamente no turismo e na educação.
A deslocação acontece, contudo, num momento diplomático delicado. Trump criticou recentemente o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por não apoiar os Estados Unidos no conflito com o Irão. Mas o presidente norte-americano referiu que Carlos III "não tem nada a ver com isso" e descreveu o monarca como seu "amigo" e um "tipo fantástico".
O momento central da visita deverá ocorrer na terça-feira, quando Carlos III discursar perante o Congresso norte-americano. Espera-se um discurso equilibrado entre a defesa das posições do governo britânico e a manutenção de relações cordiais com Trump.
Apesar do simbolismo da visita, há críticas no Reino Unido. O líder liberal-democrata, Ed Davey, defendeu o cancelamento da deslocação, classificando Trump como "pouco fiável". Também Emily Thornberry, presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento britânico, manifestou preocupação com as possíveis implicações diplomáticas, considerando o presidente norte-americano "imprevisível".
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