Vice-presidente das Filipinas destituída por suspeitas de planear assassinar presidente e primeira-dama
Sara Duterte será julgada pelo Senado. Em caso de condenação, a também candidata à presidência estará de fora da corrida em 2028.
A vice-presidente das Filipinas, Sara Duterte, foi esta segunda-feira alvo de um processo de destituição aprovado pela maioria esmagadora de deputados na Câmara dos Representantes. Em causa estão alegados crimes de ameaça à vida do presidente Ferdinand Marcos Jr. e da primeira-dama, desvio de fundos públicos e acumulação riqueza ilícita.
"Deixemos que as provas falem. Deixemos que o processo siga o seu curso. Deixemos que a Constituição prevaleça. E, por fim, deixemos que o país prevaleça", afirmou Luistro, citado pelo site do parlamento filipino.
Os deputados aprovaram a acusação contra a também candidata à presidência de 2028 por 255 votos a favor, 26 contra e 9 abstenções. Alan Peter Cayetano, um aliado de longa data de Duterte, foi ainda eleito como o novo vice-presidente.
Em 2025, Sara Duterte foi também alvo de um processo de destituição com base nos mesmos alegados crimes, mas o Supremo Tribunal bloqueou o processo por uma questão técnica. Nos termos da Constituição filipina, a aprovação de um processo de acusação na Câmara dos Representantes implica um julgamento no Senado.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt