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Acusado de corrupção é expulso de restaurante por clientes

Incidente com empresário Wesley Batista, um dos alvos da operação anti-corrupção Lava Jato, aconteceram em São Paulo.

O empresário Wesley Batista, um dos alvos da operação anti-corrupção Lava Jato, também acusado de crimes contra o sistema financeiro, foi expulso por outros clientes de uma churrasqueira de São Paulo no final da tarde deste domingo.

Wesley Batista é, juntamente com o irmão Joesley Batista, dono da JBS, empresa líder mundial na produção de proteína animal e acusada de ter pagado milhões em "luvas" a políticos brasileiros, entre eles o próprio presidente do país, Michel Temer.

Libertado por um habeas corpus a 21 de fevereiro depois de passar cinco meses em prisão preventiva, Wesley foi este domingo com amigos a uma churrascaria no Itaím Bibi, um dos bairros mais nobres da zona sul da cidade de São Paulo. Assim que se sentou, começou a ser confrontado por outros clientes do restaurante, incomodados com a sua presença no local.

Inicialmente, as pessoas confundiram Wesley com o irmão Joesley, chamando-o de "ladrão", "vagabundo", "criminoso" e "corrupto". Mas, mesmo quando a sua identidade ficou clara, continuou a ser hostilizado, até porque é acusado dos mesmos crimes de Joesley.

O empresário, um dos maiores do Brasil, tentou ignorar as agressões verbais e manter-se no local, mas a raiva dos clientes não cessou, tal como os gritos para que saísse. Com os ânimos ao rubro e o risco de uma iminente agressão física, a polícia teve de ser chamada.

Foi cercado de agentes da Polícia Militar que Wesley deixou o restaurante, ante vaias e insultos. Seguiu depois para destino desconhecido, sempre protegido por agentes.

Wesley e Joesley protagonizaram, em junho do ano passado, um dos momentos mais delicados da história política recente do Brasil ao denunciarem, em acordo de colaboração com a justiça, a suposta participação de Michel Temer e de vários ministros num gigantesco esquema de corrupção pelo qual a JBS pagava milhões para obter financiamentos milionários e outros benefícios do governo de forma ilegal.

Temer foi formalmente acusado de corrupção e de formação de organização criminosa pelo então Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, mas conseguiu suspender a tramitação dos dois processos e manter-se no cargo com a ajuda do Congresso, após disponibilizar milhares de milhões de euros para obras e projetos de parlamentares.

Em troca de provas que consubstanciassem as denúncias, entre as quais uma gravação feita secretamente por Joesley de uma conversa comprometedora com Temer, os irmãos Batista ganharam do PGR imunidade absoluta. Apesar disso, foram presos depois de Rodrigo Janot rescindir o acordo ao saber que os empresários ocultaram vários crimes, não relatados nos depoimentos colaborativos, e por, na véspera da revelação das denúncias, terem comprado centenas de milhões de dólares no mercado financeiro, que, como previram, teve a cotação fortemente aumentada no dia seguinte.

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  • De jotana14.03.18
    Deviam era devolver o que roubam. De que serve tanto alarido? Precisamos do dinheiro nos cofres do Estado para que os Portugueses tenham um nível de vida mais digno e se possam mais sorrisos nas pessoas.
1 Comentário
  • De jotana14.03.18
    Deviam era devolver o que roubam. De que serve tanto alarido? Precisamos do dinheiro nos cofres do Estado para que os Portugueses tenham um nível de vida mais digno e se possam mais sorrisos nas pessoas.
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