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Correio da Manhã

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Adversários temem que atentado beneficie Bolsonaro

Candidato brasileiro está internado numa Unidade de Tratamento Intensivo, em São Paulo.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 8 de Setembro de 2018 às 19:44
Jair Bolsonaro no momento em que foi esfaqueado
Bolsonaro na cama do hospital de Juiz de Fora
Atacante de Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Atacante de Bolsonaro
Candidato Bolsonaro esfaqueado em ação de campanha no Brasil
 Vídeos mostram momento em que Bolsonaro é esfaqueado
Jair Bolsonaro no momento em que foi esfaqueado
Bolsonaro na cama do hospital de Juiz de Fora
Atacante de Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Atacante de Bolsonaro
Candidato Bolsonaro esfaqueado em ação de campanha no Brasil
 Vídeos mostram momento em que Bolsonaro é esfaqueado
Jair Bolsonaro no momento em que foi esfaqueado
Bolsonaro na cama do hospital de Juiz de Fora
Atacante de Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Atacante de Bolsonaro
Candidato Bolsonaro esfaqueado em ação de campanha no Brasil
 Vídeos mostram momento em que Bolsonaro é esfaqueado

Os adversários do líder da corrida presidencial brasileira, Jair Bolsonaro, estão preocupados com a repercussão junto aos eleitores da grande cobertura jornalística do atentado que ele sofreu quinta-feira durante ato de campanha em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais. Bolsonaro continuava este sábado internado numa Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em estado grave mas estável.

Lançado por um partido com pouca representatividade no Congresso, critério para divisão do tempo da propaganda gratuita no rádio e na televisão entre todos os candidatos, Bolsonaro tem direito a escassos segundos, o que o preocupava bastante. Mas, desde que um até então desconhecido o feriu gravemente no abdómen com uma faca, ele não sai dos noticiários, uma "propaganda" muito mais eficaz do que a dos outros, pois muita gente desliga a TV e o rádio quando o horário eleitoral começa.



Além disso, os adversários, que tinham em Bolsonaro o seu principal foco de ataques, vão ter de moderar o discurso, o que também pode beneficiar o rival. Os responsáveis pelas campanhas dos principais candidatos avaliam que não fica bem para a imagem deles manter ataque cerrado a um candidato vítima de uma violência tão brutal e que sensibilizou o país inteiro.

Entretanto, a família de Bolsonaro avançou ontem que ele, que estará em recuperação até muito perto da primeira volta, em sete de Outubro, vai investir na Internet e fazer campanha nas redes sociais. Caberá aos filhos e a aliados cumprirem a agenda de atos de rua em seu nome.

Segundo a sondagem eleitoral mais recente, Bolsonaro lidera as presidenciais com 22% das intenções de voto, enquanto os dois candidatos mais próximos, Marina Silva e Ciro Gomes, surgem com 12% cada. Como essa sondagem é anterior ao atentado, ainda não é possível avaliar se o ataque beneficiou ou prejudicou Bolsonaro.

O agressor do candidato, Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, que alegou ter atacado o líder da corrida presidencial "a mando de Deus", foi levado para uma penitenciária de alta segurança em Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul, onde ficará isolado dos outros presos.

A Polícia Federal, que investiga o atentado que quase custou a vida a Jair Bolsonaro, tem outros três suspeitos, mas nenhum deles está preso por não haver provas concretas do envolvimento deles.

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