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"Agrediram-nos física e psicologicamente": médicos que integravam flotilha humanitária para Gaza relatam detenção

Médicos portugueses detidos por Israel chegaram a Portugal. Ativistas contam que foram espancados e torturados às mãos dos israelitas.

23 de maio de 2026 às 01:30

Os dois médicos portugueses que integravam a flotilha humanitária para Gaza que foi intercetada por Israel ao largo de Chipre regressaram sexta-feira a Portugal. Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias chegaram ao Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, após vários dias sob custódia das autoridades israelitas e descreveram momentos de grande violência durante a detenção.

“Foi horrível, a violência foi muito gratuita, estivemos presos num barco vários dias, houve pessoas baleadas no nosso barco, batiam-nos, agrediram-nos física e psicologicamente”, afirmou Gonçalo Reis Dias. Também Maria Beatriz referiu que os ativistas “foram espancados sistematicamente e “obrigados a estar de joelhos durante horas”.

“Apesar de tudo, tive sorte, porque não levei nenhum tiro e não parti nenhum braço”, frisou a médica. Os ativistas tinham partido da cidade turca de Marmaris integrados numa missão humanitária com destino à Faixa de Gaza, com o objetivo declarado de entregar ajuda e contestar o bloqueio imposto por Israel ao território palestiniano.

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