Tragédia em Pescara após sismos em Itália. Duas pessoas resgatadas com vida.
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Várias pessoas morreram numa avalanche que atingiu o hotel Rigopiano numa estação de esqui na montanha de Gran Sasso, Itália central, divulgaram os média locais citando as equipas de socorro. A avalanche ocorreu depois do sismos que abalaram a região central de Itália esta quarta-feira.
"Há muitos mortos", indicou António Crocetta, um dos chefes das equipas de socorro enviadas para o local durante a madrugada.
Já foram retirados três corpos do interior do hotel e as autoridades estimam que haja ainda mais de 20 desaparecidos.
~interior
Cerca de trinta pessoas estavam no hotel, segundo as mesmas fontes.
De acordo com alguns órgãos de comunicação locais, estavam pelo menos 22 clientes e sete pessoas do staff no Hotel Rigopiano, na montanha de Gran Sasso.
Contactada pela CMTV a Secretaria de Estado para as Comunidades diz estar ao corrente da situação e garantiu não ter registo de vítimas de nacionalidade portuguesa.
"A minha mulher e os meus filhos ficaram nos escombros"
Dois hóspedes foram resgatados com vida e encontra-se já a recuperar. Um deles sofria de hipotremia mas, garantem as equipas de socorro, "não corre perigo de vida". Identificados como Giampiero Parete e Fabio Salzetta, os dois homens estavam no exterior do hotel e um deles procurou abrigo dentro de um carro. Giampiero Parete contou aos socorristas que a muhler e os filhos ficaram soterrados pela avalanche. "Saí do hotel para ir buscar uma coisa que me tinha esquecido ao carro. Depois veio a avalanche. Eu consegui fugir e entrar no carro a tempo. Como fiquei soterrado, esperei. Salvei-me, mas a minha mulher e os meus filhos ficaram nos escombros", relatou o italiano. Foi ele que deu o alerta por SMS. Nas redes sociais o presidente da província de Pescara, Antonio Di Marco, relatou que "Há vários feridos, mas não se sabe quantos desaparecidos ou mesmo mortos há". O autarca adianta que a propriedade onde fica o hotel ficou completamente coberta de neve. "Ultrapassou os 10 metros de altura", afirma Antonio Di Marco. Pedido de socorro chega por SMS "Ajudem-nos, estamos a morrer de frio", lia-se na mensagem enviada para os bombeiros por dois clientes (um casal) que estava instalado no hotel Rigopiano. As equipas de resgate seguiram para o local depois de receberem na quarta-feira as mensagens de texto que alertavam para uma avalanche, mas as condições meteorológicas adversas, com vários nevões e mais de cinco metros de neve acumulada, dificultaram o acesso ao local. Cerca das 4h00 locais chegaram as primeiras equipas de resgate e resgataram de imediato os dois hóspedes que se encontravam no exterior do hotel e que se refugiaram no interior de um veículo, conseguindo desta forma alertar as autoridades. Estão igualmente no local algumas ambulâncias e outros meios de resgate, incluindo um helicóptero. No entanto, devido aos acessos difíceis, os veículos de emergência estão a cerca de 9 km do hotel. O socorro foi muito dificultado pelo acesso condicionado ao local, bloqueado por neve, àrvores e pedras, pelo que as equipas de socorro foram obrigadas a seguir a pé em esquis para conseguirem chegar ao hotel Rigopiano. Outro cliente do hotel terá comunicado com as equipas de socorro pelo Whatsapp, garantindo que estava bem. Adiantou que não via pessoas presas na estrutura danificada, mas que não conseguia garantir se os hóspedes e staff se estavam vivos ou não. Bombeiros sem sinais dos desaparecidos no hotelOs bombeiros que conseguiram entrar no hotel italiano soterrado por uma avalanche, o hotel Rigopiano, na localidade de Farindola (Abruzzo, centro de Itália), afirmam que não conseguiram captar sinais de qualquer um dos desaparecidos. O Corpo de Bombeiros italiano explicou - através de uma mensagem nas redes sociais - que após três horas a subir a encosta da montanha conseguiram, finalmente, chegar ao hotel com unidades caninas. "Mas, de momento, não há sinais dos desaparecidos", indicaram os bombeiros. As equipas de socorro conseguiram chegar à zona graças ao uso de fortes turbinas que iam soprando a camada de neve da estrada de acesso ao hotel, que chegava a ter três metros de altura.
Giampiero Parete contou aos socorristas que a muhler e os filhos ficaram soterrados pela avalanche. "Saí do hotel para ir buscar uma coisa que me tinha esquecido ao carro. Depois veio a avalanche. Eu consegui fugir e entrar no carro a tempo. Como fiquei soterrado, esperei. Salvei-me, mas a minha mulher e os meus filhos ficaram nos escombros", relatou o italiano. Foi ele que deu o alerta por SMS.
Pedido de socorro chega por SMS
"Ajudem-nos, estamos a morrer de frio", lia-se na mensagem enviada para os bombeiros por dois clientes (um casal) que estava instalado no hotel Rigopiano. As equipas de resgate seguiram para o local depois de receberem na quarta-feira as mensagens de texto que alertavam para uma avalanche, mas as condições meteorológicas adversas, com vários nevões e mais de cinco metros de neve acumulada, dificultaram o acesso ao local.
Cerca das 4h00 locais chegaram as primeiras equipas de resgate e resgataram de imediato os dois hóspedes que se encontravam no exterior do hotel e que se refugiaram no interior de um veículo, conseguindo desta forma alertar as autoridades.
Estão igualmente no local algumas ambulâncias e outros meios de resgate, incluindo um helicóptero. No entanto, devido aos acessos difíceis, os veículos de emergência estão a cerca de 9 km do hotel.
O socorro foi muito dificultado pelo acesso condicionado ao local, bloqueado por neve, àrvores e pedras, pelo que as equipas de socorro foram obrigadas a seguir a pé em esquis para conseguirem chegar ao hotel Rigopiano.
Outro cliente do hotel terá comunicado com as equipas de socorro pelo Whatsapp, garantindo que estava bem. Adiantou que não via pessoas presas na estrutura danificada, mas que não conseguia garantir se os hóspedes e staff se estavam vivos ou não.
Bombeiros sem sinais dos desaparecidos no hotelOs bombeiros que conseguiram entrar no hotel italiano soterrado por uma avalanche, o hotel Rigopiano, na localidade de Farindola (Abruzzo, centro de Itália), afirmam que não conseguiram captar sinais de qualquer um dos desaparecidos.
O Corpo de Bombeiros italiano explicou - através de uma mensagem nas redes sociais - que após três horas a subir a encosta da montanha conseguiram, finalmente, chegar ao hotel com unidades caninas. "Mas, de momento, não há sinais dos desaparecidos", indicaram os bombeiros.
As equipas de socorro conseguiram chegar à zona graças ao uso de fortes turbinas que iam soprando a camada de neve da estrada de acesso ao hotel, que chegava a ter três metros de altura.
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