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Ameaça de tarifas está de volta. Trump quer taxar bens sul-coreanos em 25%

Arma comercial preferida do Presidente dos EUA está de regresso, com a ameaça de taxas de 25% sobre a Coreia do Sul caso o parlamento não ratifique o acordo entre os dois países.

26 de janeiro de 2026 às 22:43

As ameaças de tarifas por parte de Donald trump estão de regresso, desta feita sobre a Coreia do Sul. O Presidente dos EUA quer que o país asiático passe a pagar taxas de 25%, face aos atuais 15%, devido ao que diz ser a falha dos legisladores sul-coreanos em ratificar o acordo comercial que os dois países assinaram no ano passado.

“Porque a legislatura coreana não implementou o nosso acordo histórico, que é a sua prerrogativa, estou a aumentar as tarifas sul-coreanas sobre automóveis, madeira, fármacos e todas as restantes tarifas recíprocas de 15% para 25%”, escreveu Trump nas redes sociais.           

Apesar dos acordos comerciais alcançados com dezenas de países após ter lançado a política das "tarifas recíprocas", as ameaças de tarifas de Trump regressaram nas últimas semanas. O Presidente dos EUA disse que iria implementar taxas de 100% sobre o Canadá caso o país vizinho do norte alcançasse um acordo comercial com a China, procurando impedir que os produtos chineses chegassem por essa via aos EUA.

A arma comercial preferida de Trump também foi lançada sobre oito países europeus (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia), devido à resistência em apoiarem os esforços dos EUA para controlar a Gronelândia. A ameaça acabou por ser retirada dias mais tarde, depois de os EUA terem chegado a um princípio de acordo sobre o território com a NATO para a segurança no Ártico, sem serem apresentados detalhes.        

Noutro plano, Trump ameaçou também vários países que têm ligações comerciais com o Irão devido à vaga de protestos que abalou o país e que foram fortemente reprimidos, causando dezenas de milhares de vítimas. Os EUA visaram países como a Rússia, o Brasil, a Turquia, a Índia ou a China, prometendo implementar tarifas nos produtos enviados para os EUA caso continuassem a apoiar o regime teocrático de Teerão.

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