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Antigo dirigente da Google nomeado diretor-geral da BBC

Matt Brittin será responsável pela liderança criativa, editorial e operacional da emissora estatal britânica.

25 de março de 2026 às 14:46

Matt Brittin, um antigo dirigente da Google, foi nomeado diretor-geral da BBC, para suceder a Tim Davie, que se demitiu devido a uma reportagem sobre Donald Trump, anunciou esta quarta-feira a estação pública britânica.

Brittin, de 57 anos, é "um gestor excecional que possui as competências necessárias para guiar a organização através das inúmeras mudanças que se verificam no mercado dos meios de comunicação", afirmou o presidente do Conselho de Administração da BBC, Samir Shah, citado num comunicado.

Além de "larga experiência" de Brittin na liderança de "uma organização complexa e de grande visibilidade em processos de transformação", Shah sublinhou as suas "competências para enfrentar as mudanças em curso no mercado dos media e nos comportamentos do público".

"Matt traz uma paixão pela BBC, um profundo entendimento dos desafios que enfrenta, e uma clara determinação em preservar a sua independência e o seu papel como um dos maiores ativos nacionais do Reino Unido", acrescentou.

O cargo de diretor-geral corresponde ao de presidente executivo da BBC, sendo responsável pela liderança criativa, editorial e operacional da organização, tanto no Reino Unido como internacionalmente.

Matt Brittin, que foi presidente da Google para a Europa, Médio Oriente e África, será o 18.º homem a ocupar este cargo, assumindo funções a partir de 18 de maio.

Até lá, o novo diretor-geral vai cumprir um processo de integração com reuniões de trabalho para se familiarizar com as atividades da empresa.

A passagem de testemunho ocorre num momento crítico da BBC, pois decorre uma revisão do modelo de financiamento, atualmente garantido por uma taxa do audiovisual.

Em declarações incluídas no comunicado, Matt Brittin reconheceu que o momento "é de risco, mas também de oportunidade" para continuar a ser relevante enquanto serviço público.

"Mais do que nunca, precisamos de uma BBC forte, que sirva todos num mundo complexo e em rápida mudança. É uma instituição extraordinária, com mais de 100 anos de inovação em narrativa, tecnologia e criatividade", declarou.

O diretor-geral da BBC demissionário, Tim Davie, e a diretora de informação, Deborah Turness, demitiram-se em novembro devido a acusações de parcialidade devido à edição de um discurso proferido por Trump em 06 de janeiro de 2021, antes de uma multidão de apoiantes invadir o Capitólio, em Washington.

O programa juntou três excertos de duas partes distintas do discurso, proferidas com quase uma hora de intervalo, dando a entender tratar-se de uma única sequência na qual Trump apelava aos seus apoiantes para marcharem com ele e "lutarem com unhas e dentes".

Entre as partes cortadas estava um trecho em que o republicano apelava à manifestação pacífica.

Apesar de a BBC ter reconhecido o erro e pedido desculpa, Trump fez uma queixa para pedir uma indemnização de até 10 mil milhões de dólares (8,6 mil milhões de euros).

Na semana passada, a BBC solicitou formalmente a um tribunal de Miami a anulação do processo, alegando que Trump não tem fundamento para a sua reclamação por difamação e que o tribunal de Florida carece de "jurisdição" sobre a emissora britânica.

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