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Correio da Manhã

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Apelo à paz nos 100 anos do fim da Grande Guerra

Trump esteve em Paris ao lado dos outros líderes mundiais, mas faltou ao evento de maior simbolismo na defesa da paz mundial.
Rita F. Batista 12 de Novembro de 2018 às 08:43
Trump junto de Merkel, Macron e Putin, nas cerimónias solenes do centenário do fim da I Guerra Mundial
Trump junto de Merkel, Macron e Putin, nas cerimónias solenes do centenário do fim da I Guerra Mundial
Trump junto de Merkel, Macron e Putin, nas cerimónias solenes do centenário do fim da I Guerra Mundial
Marcelo em França
Marcelo em França
Marcelo em França
Trump junto de Merkel, Macron e Putin, nas cerimónias solenes do centenário do fim da I Guerra Mundial
Trump junto de Merkel, Macron e Putin, nas cerimónias solenes do centenário do fim da I Guerra Mundial
Trump junto de Merkel, Macron e Putin, nas cerimónias solenes do centenário do fim da I Guerra Mundial
Marcelo em França
Marcelo em França
Marcelo em França
Trump junto de Merkel, Macron e Putin, nas cerimónias solenes do centenário do fim da I Guerra Mundial
Trump junto de Merkel, Macron e Putin, nas cerimónias solenes do centenário do fim da I Guerra Mundial
Trump junto de Merkel, Macron e Putin, nas cerimónias solenes do centenário do fim da I Guerra Mundial
Marcelo em França
Marcelo em França
Marcelo em França
Emmanuel Macron apelou aos líderes mundiais que rejeitem o "fascínio pela violência e pela dominação". Em discurso na cerimónia do centenário do Armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, que ontem se realizou em Paris, o presidente francês frisou ainda que "o nacionalismo é o contrário do patriotismo", assim rejeitando a chaga nacionalista que desencadeou o sangrento conflito, em 1914.

As celebrações reuniram chefes de Estado de mais de 80 países que direta ou indiretamente participaram no conflito.

Os olhos do Mundo estavam postos em Paris. O dia começou com uma cerimónia num dos locais icónicos da cidade. Foi no Arco do Triunfo que se ouviu o hino francês e que foi feita uma corrente humana que uniu estudantes e chefes de Estado e de governo como homenagem aos milhões que perderam a vida em combate. O presidente francês, anfitrião das comemorações, dirigiu-se aos homólogos e chefes de governo reunidos na Cidade Luz: "Juntos podemos combater a fome, as desigualdades e a ignorância."

A ausência mais sentida foi a de Donald Trump. O presidente norte-americano já tinha feito saber que não estaria presente no Fórum da Paz, cerimónia evocativa do acordo que pôs termo a um conflito que se prolongou por quatro anos.

Portugal foi representado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que nas suas intervenções públicas lembrou todos aqueles que combateram, entre os quais se contaram muitos portugueses, e sublinhou a importância de "continuar a construir a paz".

O dia ficou ainda marcado por uma manifestação anti-Trump na praça da República, no coração da cidade, que contou com centenas de pessoas. Ao Correio da Manhã, Joseph Morel, um dos manifestantes, explicou que luta "pelo fim da violência e da guerra e para que Trump ponha a mão na consciência".

SAIBA MAIS
1917
A 2 de fevereiro, Portugal entrou na guerra com um corpo de militares liderado pelo marechal Gomes da Costa.

Impérios e aliados
A Grande Guerra opôs um bloco composto por três impérios - alemão, austro-húngaro e otomano - a uma aliança encabeçada pela França, o Império Britânico e a Rússia, secundados por uma dezena de outros países.

Fim do Império Otomano
Parte do lado derrotado, o Império Otomano foi repartido pelos vencedores do conflito. Da luta contra os vencedores nasceria a Turquia republicana.

Liga das Nações
Após o acordo de paz de 1920, nasceria a malograda associação de países que não evitou nova guerra mas moldou a ONU.

Milhares de polícias em festa da paz em Paris
Paris parou ontem para ver passar os líderes mundiais presentes nas cerimónias do centenário do Armistício que pôs fim à Grande Guerra. As principais artérias da capital francesa foram cortadas e o patrulhamento foi constante, tanto a nível terrestre como aéreo, durante o fim de semana.

A grande cerimónia evocativa da paz colocou a cidade em alerta de terrorismo elevado, o que levou ao planeamento de uma megaoperação policial. Foram destacados operacionais de todo o país, nomeadamente das brigadas de combate ao terrorismo. As pessoas na rua eram revistadas e à passagem dos chefes de Estado era criado um perímetro de segurança que ninguém podia passar.

Ao CM, o polícia lusodescendente Dominic Ferreira explicou que "cada presidente é acompanhado por dois polícias, um que trabalha em Paris e outro destacado de uma outra cidade". O polícia Cristian da Silva, também lusodescendente e a participar nas operações, acrescentou que "é com muita honra e orgulho" que fazem a escolta ao Presidente português na cidade que os acolheu.
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