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Correio da Manhã

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Ataque iminente dos EUA na Síria

Tropas e mísseis norte-americanos estão a postos para um eventual ataque militar contra o regime de Bashar al-Assad.
28 de Agosto de 2013 às 18:50
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EUA, Síria, armas químicas, mísseis, Bashar al-Assad, Barack Obama, ONU FOTO: Jeon Heon-Kyun/EPA

Uma ofensiva armada do Exército norte-americano contra o regime de Bashar al-Assad poderá estar para breve. O secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel, tem avisado nos últimos dias que Barack Obama tem à sua disposição várias opções para atacar a Síria e que tanto o exército dos EUA como os seus recursos, nomeadamente mísseis de curto e médio alcance, estão "a postos".

A 21 de agosto, mais de mil pessoas morreram em consequência de vários bombardeamentos com recurso a armas químicas. A retaliação contra aquilo que o governo americano acredita ter sido um atentado do governo sírio contra a própria população, poderá surgir nas próximas horas, apesar de a Síria ter feito chegar à ONU um relatório onde defende que os responsáveis pelas mortes foram rebeldes da oposição.

Investigadores da Organização das Nações Unidas estiveram, nestes últimos dias, nos cinco locais sírios à volta de Damasco, onde foram perpetrados os ataques, a apurar se realmente tinham sido usadas armas químicas. O governo sírio, apesar de relutante ao início, acabou por aceitar a inspeção dos delegados.

Esta segunda-feira, os investigadores da ONU foram vítimas de um ataque sniper que não provocou vítimas mortais. 

Na terça-feira, a Casa Branca avisou que todas as opções estavam a ser estudadas mas que Barack Obama não tinha ainda tomado qualquer decisão quanto ao papel que os Estados Unidos deverão ter nesta situação. No entanto, o presidente norte-americano refere que os EUA podem usar uma abordagem na Síria que não provoque os efeitos de um longo conflito como o ocorrido no Iraque.

No entanto, preparados para a eventualidade de um ataque, as tropas americanas estão já posicionadas estacionados na Turquia, Jordânia e Golfo Pérsico,  mas também as britânicas, que se encontram no Chipre e ao longo do Mar Mediterrâneo, como pode ver pela imagem.

Quanto à hipótese de vir a sofrer um ataque militar, a Síria descarta tal hipótese pois garante ter o apoio da Rússia. O Executivo de Vladimir Putin já afirmou que condena um eventual ataque contra a Síria, seja ele dos EUA ou de algum dos seus aliados.

O representante da Síria nas Nações Unidas, Bashar Jaafari, disse esta quarta-feira, que dezenas de soldados sírios inalaram gás venenoso em novos ataques no país, após 21 de agosto, e pediu à ONU para investigar.

O diplomata afirmou que dezenas de soldados sírios estão a ser tratados nos hospitais em resultado de novos ataques, ocorridos a 22, 24 e 25 de agosto nos subúrbios de Damasco, não adiantando mais detalhes.

A ONU, que procura uma resolução pacífica para este conflito, afirma que desde a chegada de Bashar al-Assad ao poder sírio, há dois anos, foram mortos mais de 100 mil pessoas, num conflito que originou mais de 1,7 milhões de refugiados.

Clique na imagem para ler a crónica do jornalista Francisco J. Gonçalves 'Guerra Anunciada'

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