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Correio da Manhã

Mundo
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Biden cada vez mais perto da vitória e da presidência dos EUA

Trump não tenciona admitir a derrota e republicanos garantem que a luta está “longe de acabar”.
Ricardo Ramos 7 de Novembro de 2020 às 01:30
Voto urbano virou contagem a favor de Biden na Geórgia e Pensilvânia
Voto urbano virou contagem a favor de Biden na Geórgia e Pensilvânia FOTO: Reuters
Joe Biden estava, na noite desta sexta-feira, com um pé na Casa Branca após passar para a frente na contagem dos votos na Pensilvânia e na Geórgia. A imprensa americana avançou que ele se preparava para declarar a vitória, apesar de a campanha de Donald Trump garantir que a disputa está "longe de acabar".

O candidato democrata lidera agora nos quatro estados considerados decisivos para determinar quem será o próximo presidente dos EUA: além da Pensilvânia e da Geórgia, mantinha uma vantagem confortável no Nevada e no Arizona, estado onde a Associated Press já o dá como vencedor desde quarta-feira. Somados, os quatros estados representam 53 votos no Colégio Eleitoral, mais do que suficientes para ultrapassar os 270 de que necessita para ser eleito presidente. Biden ia falar ao país esta madrugada e especulava-se que pudesse declarar já a vitória.

Do lado republicano dizia-se sexta-feira que Trump "não tem qualquer intensão de admitir a derrota" e vai contestar os resultados. "A eleição ainda não acabou. As falsas projeções que dão Biden como vencedor são baseadas em quatro estados onde a contagem ainda não terminou", avisou ontem fonte da campanha republicana.

PORMENORES
Biden mais protegido
O Serviço Secreto, responsável pela proteção dos presidentes dos EUA, reforçou ontem a segurança de Joe Biden e fechou o espaço aéreo por cima da sua residência no Delaware.

Convencer Trump
Os aliados de Trump estão a tentar decidir quem terá a difícil missão de convencer o presidente a aceitar a derrota. Jared Kushner ou Ivanka Trump são hipóteses.

Senado só em janeiro?
Nenhum dos candidatos aos dois lugares da Geórgia no Senado deverá obter os 50% necessários para ser eleito, pelo que deverá ser necessária uma segunda volta a 5 de janeiro. Se os democratas vencerem os dois lugares, podem ficar empatados 50-50 com os republicanos.

Televisões deixaram Trump a falar sozinho
Três das principais cadeias da televisão americana - ABC, CBS e NBC - tomaram quinta-feira à noite a decisão inédita de interromper a transmissão do discurso em que Trump lançou um ataque sem precedentes contra o sistema eleitoral do país, que considerou como "corrupto", e denunciou uma fraude generalizada nas eleições. Outros dois canais, CNN e FoxNews, transmitiram o discurso até ao fim, mas informaram os espectadores de que tinham acabado de ouvir um chorrilho de mentiras e acusações não comprovadas. "Foram mentiras atrás de mentiras, atrás de mentiras", disse o jornalista Jack Tapper, da CNN. O ataque de Trump chocou até os seus aliados republicanos. O senador Par Toomey disse que o discurso "foi muito difícil de ver", enquanto o ex-governador de Nova Jérsia Chris Christie acusou o presidente de "inflamar sem informar". Já o senador Roy Blunt diz que o presidente deve ser consistente: "Não podemos pedir para parar a contagem num estado e exigir que continue noutro", explicou.
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