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Bolsonaro faz nova nomeação polémica

O presidente eleito escolheu para ministra da Agricultura a deputada Tereza Cristina, envolvida em suspeitas de financiamentos ilícitos.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 9 de Novembro de 2018 às 01:30
Jair Bolsonaro
Michel Temer com Jair Bolsonaro
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Michel Temer com Jair Bolsonaro
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Michel Temer com Jair Bolsonaro
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Em mais uma controversa escolha para o seu futuro governo, o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, convidou para ministra da Agricultura uma deputada federal a quem colegas de parlamento deram a nada auspiciosa alcunha de ‘Musa do Veneno’.

Tereza Cristina, do partido Democratas, também já teve o seu nome ligado ao esquema de ‘luvas’ da JBS, a maior produtora mundial de proteína animal, com que a sua família tem negócios.

A deputada é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, que representa os maiores proprietários de terras do Brasil e as maiores empresas do agronegócio, de quem recebe as principais doações de campanha. Em 2017, o seu nome apareceu na lista de doações ilícitas pagas pela JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

O nada honroso título de ‘Musa do Veneno’ foi-lhe dado pelo empenho na aprovação, numa comissão parlamentar que ela mesmo presidiu, do polémico projeto para flexibilizar a comercialização e uso de agrotóxicos.

O projeto, que ainda vai a votação no plenário do parlamento, permite o uso indiscriminado de inseticidas agrícolas, atualmente proibidos no Brasil, e que os órgãos ligados ao ambiente e à saúde garantem que representam um altíssimo risco para a natureza e para os seres humanos.

Temer convida Bolsonaro para o G20
O presidente Michel Temer convidou o sucessor no cargo, Jair Bolsonaro, a acompanhá- -lo nas viagens internacionais que fará até final do mandato, a 31 de dezembro, nomeadamente à cimeira do G20, que se realiza dia 30, na Argentina.

Se Bolsonaro aceitar, será a primeira vez que um presidente brasileiro eleito faz viagens oficiais para o estrangeiro como titular do cargo.

Para Bolsonaro é a oportunidade de ser apresentado a líderes como Donald Trump, Angela Merkel, Emmanuel Macron e Theresa May.
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