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Correio da Manhã

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Bombas dos EUA arrasam hospital no Afeganistão

Ataque aéreo norte-americano pode ter vitimado mais de 50 pessoas.
Francisco J. Gonçalves 4 de Outubro de 2015 às 12:10
Ataque ao hospital de Kunduz, no nordeste afegão, ceifou a vida a médicos, funcionários e doentes
Ataque ao hospital de Kunduz, no nordeste afegão, ceifou a vida a médicos, funcionários e doentes FOTO: Medecins Sans Frontieres/Reuters
Os EUA estão a ser alvo de duras críticas pelo bombardeamento deste sábado a um hospital dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Kunduz, Afeganistão, que terá matado mais de 50 pessoas, entre elas 20 trabalhadores humanitários.

No momento do ataque, ao início da manhã, estavam no edifício mais de 80 elementos dos MSF e uma centena de pacientes e funcionários.

Fontes da organização humanitária condenaram os EUA, assegurando que as coordenadas GPS do hospital foram comunicadas a todas as partes envolvidas na luta por Kunduz. Os MSF dizem ainda que o ataque se prolongou durante 30 minutos mesmo depois de, tanto os EUA como as tropas afegãs, serem alertadas.

O governo afegão culpa os radicais taliban, afirmando que se esconderam no edifício.

A cidade foi tomada na segunda-feira pela guerrilha taliban e desde aí é palco de combates entre os radicais e tropas do governo afegão, apoiadas por meios aéreos dos EUA.

"As forças dos EUA realizaram um ataque aéreo na cidade de Kunduz. O ataque pode ter causado danos colaterais", admitiu o coronel Brian Tribus, porta-voz das forças da NATO.

De acordo com os MSF, os mortos incluem oito enfermeiras, três médicos, seis guardas, dois funcionários de limpeza e um farmacêutico. Há ainda pelo menos 37 feridos.
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