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Brasil decide expulsar espião russo e proíbe retorno por 30 anos

Decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) do governo brasileiro na última segunda-feira, foi assinada pela Coordenação de Processos Migratórios do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

08 de julho de 2026 às 22:07

O Governo brasileiro decidiu expulsar e proibir o retorno ao país por 30 anos a um homem acusado de ser espião russo, noticiou esta quarta-feira a imprensa brasileira.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) do governo brasileiro na última segunda-feira, foi assinada pela Coordenação de Processos Migratórios do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A expulsão de Sergey Vladimirovich Cherkasov, segundo a publicação, deve ocorrer após o cumprimento do período de prisão no Brasil ou se a Justiça brasileira autorizar a sua libertação antes do final do prazo do cumprimento de pena.

O alegado espião cumpre uma pena de 15 anos, por falsidade ideológica, num presídio de segurança máxima em Brasília.

Chekarsov foi detido em abril de 2022 e enviado para o Brasil pelas autoridades neerlandesas, sob acusação de ser um espião russo usando passaporte brasileiro para tentar infiltrar-se como funcionário do Tribunal Penal Internacional, em Haia.

A Polícia Federal brasileira e o FBI norte-americano afirmam que Cherkasov viveu no Brasil durante 12 anos usando uma identidade falsa, com o nome Victor Müller Ferreira, para ocultar as suas atividades.

Brasília e Washington afirmam que Chekarsov era, na verdade, um agente de inteligência militar russa.

No entanto, as autoridades dos dois países não encontraram provas de que Chekarsov tenha feito espionagem contra o Brasil, e que o seu alvo seriam os Estados Unidos e países da Europa.

Cherkasov e a sua defesa negam que seja um espião russo.

A diplomacia russa e Moscovo solicitam a extradição de Cherkasov, sob acusação de tráfico internacional de drogas.

Desde 2023, o jornal Folha de S. Paulo tem publicado uma série de reportagens sobre o caso de Cherkasov e de espiões russos que vivem no Brasil infiltrados na sociedade.

Uma dessas publicações, baseadas numa investigação da Polícia Federal brasileira, mostra que autoridades russas que visitaram Cherkasov na prisão fizeram transações bancárias a seu favor, antes de ser descoberto.

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