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Bruxelas envia delegação a Budapeste para iniciar contactos com novo governo

Anúncio foi feito pela porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, esta quinta-feira.

16 de abril de 2026 às 13:23

A Comissão Europeia vai enviar na sexta-feira uma delegação a Budapeste para iniciar as conversações com o futuro governo da Hungria, após a derrota do primeiro-ministro ultraconservador, Viktor Orbán, e depois de vários anos de desavenças.

"Haverá amanhã [sexta-feira] uma primeira reunião de uma delegação de colegas da Comissão que se deslocará a Budapeste, onde terão início as conversações com o futuro governo da Hungria", anunciou a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho.

Falando na conferência de imprensa da instituição, em Bruxelas, a responsável apontou que "isto constitui também uma manifestação direta do anúncio feito no início desta semana pela Presidente [da Comissão Europeia], Ursula von der Leyen, de que se começaria a trabalhar com o novo governo o mais rapidamente possível sobre vários dossiês".

"Haverá, portanto, ampla oportunidade para discutir quais são as posições do novo governo e avançar a partir daí", referiu, escusando-se a especificar quais as matérias abordadas e quais os representantes da instituição deslocados.

Paula Pinho frisou que "o tempo está a contar para vários dossiês, quer se esteja a falar do empréstimo à Ucrânia, quer dos fundos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, pelo que é obviamente do interesse da Hungria e da UE que se avance o mais rapidamente possível", num contexto de 16 anos de tensões entre Bruxelas e Budapeste, dada a constante oposição de Viktor Orbán.

"Estas são conversações preliminares, destinadas a garantir que, assim que o governo estiver em funções, possam ser tomadas medidas concretas, se apropriado, sem perder tempo", concluiu a porta-voz do executivo comunitário.

Paula Pinho apontou ainda que o oleoduto Druzhba, no centro do bloqueio húngaro do empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia, "deverá estar operacional até ao final de abril".

As declarações surgem dois dias depois de a Comissão Europeia ter indicado que aguarda mudanças políticas na Hungria, com a eleição de um novo governo, para poder começar a libertar os fundos europeus congelados.

A UE tem retidos 7,6 mil milhões dos fundos da coesão e 10,4 mil milhões do Mecanismo de Recuperação e Resiliência destinados à Hungria, devido a violações do Estado de direito, corrupção e questões de direitos fundamentais.

O partido Tisza, liderado por Peter Magyar, venceu no domingo passado as eleições legislativas na Hungria, derrotando o primeiro-ministro ultraconservador, Viktor Orbán, há 16 anos no poder.

Quase 80% dos cerca de oito milhões de eleitores ditaram o fim da era Orbán, cujo partido, Fidesz, elegeu 55 dos 199 deputados, com o Tisza a conquistar a maioria com 138 eleitos, a maior de sempre no parlamento húngaro.

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