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Correio da Manhã

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Carta reforça tese de ataque terrorista na Holanda

Polícia não encontrou provas de qualquer ligação entre o atirador e as vítimas.
Ricardo Ramos 20 de Março de 2019 às 02:11
Suspeito do tiroteio na Holanda
Tiroteio em elétrico na Holanda
Tiroteio em elétrico na Holanda
Primeiro-ministro Mark Rutte (dir.) visitou o local do ataque e depôs uma coroa de flores  em homenagem às vítimas
Suspeito do tiroteio na Holanda
Tiroteio em elétrico na Holanda
Tiroteio em elétrico na Holanda
Primeiro-ministro Mark Rutte (dir.) visitou o local do ataque e depôs uma coroa de flores  em homenagem às vítimas
Suspeito do tiroteio na Holanda
Tiroteio em elétrico na Holanda
Tiroteio em elétrico na Holanda
Primeiro-ministro Mark Rutte (dir.) visitou o local do ataque e depôs uma coroa de flores  em homenagem às vítimas
Uma carta deixada no carro usado pelo atirador que na segunda-feira matou três pessoas e feriu outras cinco num elétrico de Utrecht, na Holanda, leva as autoridades a acreditar que se tratou de um atentado terrorista, apesar das primeiras indicações que apontavam uma possível motivação pessoal ou familiar.

As autoridades holandesas confirmaram esta terça-feira que a referida carta, cujo conteúdo não foi revelado, é "uma das razões" que as levam a privilegiar a tese de terrorismo. A missiva foi encontrada no carro usado na fuga por Gokmen Tanis, juntamente com a arma usada no ataque.

Familiares do atirador, que foi detido após uma caça ao homem de mais de sete horas, tinham dito na segunda-feira que o alvo de Tanis era uma familiar próxima, levando as autoridades a admitir que poderia tratar-se de um crime passional ou de honra.

Testemunhas referiram também que ele pareceu visar inicialmente uma mulher, tendo depois disparado sobre outras pessoas que tentaram ajudá-la. Até ontem, no entanto, os investigadores não tinham encontrado provas de uma possível ligação entre o suspeito e qualquer uma das vítimas do ataque.

Tanis, de 37 anos e nacionalidade turca, tem um longo cadastro criminal e tinha saído em liberdade condicional no dia 1 de março, aguardando julgamento por violação.

A mulher que ele violou diz que ele é um "psicopata" e garante ter alertado a polícia para o seu caráter violento.
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