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Centro de Moçambique com serviços de meteorologia para conseguir antecipar tempo adverso

Medida acontece um ano após região central do país ser atingida pelo ciclone Idai.
Lusa 13 de Fevereiro de 2020 às 10:36
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) de Moçambique vai instalar um Centro Regional de Análise e Previsão de Tempo na cidade da Beira, região central do país, há um ano atingida pelo ciclone Idai, anunciou a instituição.

O processo "marca o arranque do processo de descentralização destes serviços" e pretende antecipar com maior precisão condições adversas que ciclicamente afetam a zona, disse o diretor-geral adjunto do INAM, Mussa Mustafa, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A estação vai estar operacional dentro de dois anos e conseguirá também fazer alertas mais rápidos junto das comunidades que possam ser afetadas.

Atualmente, toda a atividade do INAM é feita a partir de Maputo e difundida para o resto do país, incluindo as previsões de estado de tempo diárias para 29 distritos, 11 dos quais na região centro.

O responsável refere que o novo centro, na Beira, vai melhorar a monitorização do oceano Índico e da zona de convergência intertropical, origem de muitas das chuvas e baixas pressões - como ciclones - que ciclicamente afetam as províncias centrais de Sofala, Zambézia, Manica e Tete.

A unidade vai ainda fornecer informação para a aviação civil

A atual época das chuvas em Moçambique, de outubro a abril, já matou 54 pessoas e afetou cerca de 65 mil, muitas com habitações inundadas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois ciclones (Idai e Kenneth) que se abateram sobre Moçambique.

LFO // VM

Lusa/Fim

 

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