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China diz que Pequim e Moscovo "não temem qualquer provocação nem pressão"

Diplomacia chinesa diz que os dois países mantêm "um elevado grau de confiança política mútua".

08 de março de 2026 às 07:55

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, afirmou este domingo que a China e a Rússia "não temem qualquer provocação nem pressão externa" e que ambos os países possuem "uma sólida resiliência estratégica".

"A parceria estratégica de cooperação entre a China e a Rússia foi construída desde o início com base na igualdade, no respeito e no benefício mútuo", afirmou o chefe da diplomacia chinesa em resposta a uma pergunta sobre a "firmeza e estabilidade" dos laços entre Pequim e Moscovo num "contexto internacional complexo".

As declarações foram feitas durante a conferência de imprensa anual do ministro dos Negócios Estrangeiros, realizada no âmbito da sessão da Assembleia Popular Nacional (APN, Legislativo), o principal evento político anual da China.

O ministro afirmou que a China e a Rússia mantêm "um elevado grau de confiança política mútua".

Wang acrescentou que Moscovo e Pequim "respeitam os interesses fundamentais um do outro" e "não impõem a sua vontade nem a sua agenda", sublinhando que a China "mantém a sua independência estratégica".

"A ordem internacional surgida após a Segunda Guerra Mundial chegou a um ponto crítico", acrescentou o ministro, indicando ainda que a China e a Rússia "defendem firmemente a perspetiva histórica correta" sobre esse conflito e "opõem-se à intimidação unilateral".

"Estamos a injetar energia chinesa e russa para acolher um mundo multipolar", afirmou Wang.

Nos últimos anos, a China e a Rússia têm reforçado os seus laços.

Pouco antes da invasão russa em grande escala da Ucrânia, os presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin proclamaram em Pequim uma "amizade sem limites" entre os dois países.

Desde o início do conflito, Pequim tem mantido uma posição ambígua, apelando ao respeito pela soberania de todos os países - numa referência à Ucrânia - e à consideração pelas "legítimas preocupações de segurança" - numa alusão à Rússia.

A China tem negado repetidamente estar a fornecer apoio à Rússia nas operações na Ucrânia, algo de que tem sido acusada por governos ocidentais.

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