Delegações dos dois países tiveram reuniões "profissionais, pragmáticas, francas e construtivas", que abordaram ainda o fluxo de dados e pagamentos transfronteiriços.
Delegações da China e dos Estados Unidos abordaram, na semana passada, em Xangai, leste da China, a política monetária dos dois países e medidas contra o branqueamento de capitais, informaram esta segunda-feira as autoridades chinesas.
Na quinta reunião do grupo de trabalho financeiro conjunto, delegações dos dois países tiveram reuniões "profissionais, pragmáticas, francas e construtivas", que abordaram ainda o fluxo de dados e pagamentos transfronteiriços, a resiliência das instituições financeiras ou medidas contra o financiamento do terrorismo, informou esta segunda-feira o Banco Popular da China (banco central), em comunicado.
Antes da viagem, a imprensa norte-americana afirmou que a delegação dos EUA procuraria também discutir a luta contra o fentanil, mas o comunicado divulgado pela instituição chinesa não faz qualquer referência a esta questão.
A reunião, que teve lugar na quinta e sexta-feira da semana passada, foi presidida, do lado chinês, pelo vice-governador do Banco Popular da China, Xuan Changneng, e, do lado norte-americano, pelo subsecretário do Tesouro para as Finanças Internacionais, Brent Neiman.
Funcionários das autoridades reguladoras de ambos os países e da Reserva Federal dos EUA (Fed) também estiveram presentes na ronda de diálogo, que acolheu, pela primeira vez, instituições financeiras, para explorar possíveis oportunidades de cooperação e partilhar experiências sobre finanças sustentáveis.
O banco central chinês e o Departamento do Tesouro dos EUA assinaram documentos destinados a reforçar "os canais para uma comunicação atempada e fluida" sobre gestão financeira e reduzir as incertezas "quando surgem situações de pressão financeira e riscos operacionais para as instituições financeiras".
Embora o comunicado apenas mencione que o Banco Popular da China "levantou preocupações sobre questões de interesse" com os emissários norte-americanos, o jornal oficial Global Times indicou, na semana passada, que os funcionários chineses iriam centrar-se nas "crescentes restrições económicas e comerciais" que estão a ser impostas à China e exigir que Washington "pare de politizar as questões comerciais".
As duas partes concordaram em manter a comunicação no futuro, acrescentou o comunicado, sem fornecer mais pormenores sobre quando vai ter lugar a próxima ronda de diálogo.
Este grupo de trabalho foi criado em 2023, juntamente com outro dedicado a questões económicas, e é supervisionado conjuntamente pelo vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e pela secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, que visitou a China em abril.
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