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Cloroquina promovida por Donald Trump pode provocar problemas cardíacos fatais, revela novo estudo

Estudo realizado no Brasil concluiu que o medicamento promovido por Trump pode causar danos irreversíveis.

13 de abril de 2020 às 10:50

Um estudo realizado em doentes infetados com coronavírus no Brasil foi interrompido depois de os pacientes terem tomado uma dose elevada de cloroquina que lhes provocou batimentos cardíacos irregulares.

De acordo com o jornal New York Times, a investigação onde estava a ser usado um dos medicamentos promovidos por Donald Trump, foi interrompida por questões de segurança.

A mesma publicação dá conta de que os pacientes começaram a apresentar batimentos cardíacos irregulares, aumentando assim o risco de arritmia cardíaca, que pode ser fatal, depois de terem tomado uma dose mais elevada de cloroquina.

Desta investigação fizeram parte 81 pacientes hospitalizados na cidade de Manaus. Através deste estudo, os investigadores concluíram que o medicamento utilizado pode causar danos reversíveis.

Os mesmos doentes foram também administrados com o antibiótico azitromicina, que representa o mesmo risco a nível cardíado.

Recorde que o uso da cloroquina em tratamentos de infeções por coronavírus foi promovido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Essa promoção surgiu apesar de serem poucas as evidências de que o medicamento pode mesmo ajudar no combate à Covid-19.

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