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Deteções de entradas irregulares na União Europeia atingem valor mais baixo desde 2021

Rotas de África Ocidental e dos Balcãs Ocidentais viram as passagenss irregulares das fronteiras externas da UE recuar.

15 de janeiro de 2026 às 11:11

As deteções de passagens irregulares nas fronteiras externas da União Europeia (UE) atingiram em 2025 o valor mais baixo desde 2021, com 177.781 pessoas, divulga esta quinta-feira a Frontex.

De acordo com os dados divulgados pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), as deteções em 2025 desceram 26% face ao ano anterior e somam menos de metade do total registado em 2023.

O comissário europeu para os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, referiu, num comentário enviado à Lusa, que o recuo registado em 2025 "reflete fronteiras externas mais fortes e parcerias internacionais eficazes", destacando ainda que a redução das chegadas à UE registada desde 2023 significa que "menos pessoas são vítimas de tráfico, menos são sujeitas a abusos e menos vidas são colocadas em risco".

A rota do Mediterrâneo Central foi onde mais entradas irregulares foram detetadas no ano passado (66.328, uma quebra homóloga de 1%), seguida pela do Mediterrâneo Oriental, com 51.399 deteções, um recuo de 27% e a do Mediterrâneo Ocidental, onde o número de entradas irregulares detetadas pelas autoridades fronteiriças cresceu 14%, para as 19.403.

As rotas de África Ocidental e dos Balcãs Ocidentais viram as passagenss irregulares das fronteiras externas da UE recuar, respetivamente, 63% (para as 17.280) e 42% (12.525).

Já as travessias pela fronteira terrestre oriental desceram 37% no valor acumulado de 2025, para 10.846, face ao ano anterior.

Em todas as rotas, as três nacionalidades detetadas com maior frequência em 2025 foram a bangladeshiana, a egípcia e a afegã, mantendo-se a Líbia como o principal país de partida, sublinhando o seu papel central contínuo nos movimentos em direção à Europa através do Mediterrâneo Central (para Itália).

A Frontex considera que 2026 será "um ano crucial para a gestão das fronteiras europeias", com a entrada plena, em junho, do Pacto da UE sobre Migração e Asilo, que reforma a política de migração e asilo no bloco.

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