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Correio da Manhã

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"Deus fez-te gay e ama-te assim", afirmou o Papa Francisco

Sumo Pontífice apoiou vítima de abusos sexuais por parte de bispo chileno.
Catarina Figueiredo 21 de Maio de 2018 às 12:11
Papa Francisco
Papa Francisco
Papa Francisco no Vaticano, em março de 2018
Papa Francisco
Papa Francisco
Papa Francisco
Papa Francisco
Papa Francisco no Vaticano, em março de 2018
Papa Francisco
Papa Francisco
Papa Francisco
Papa Francisco
Papa Francisco no Vaticano, em março de 2018
Papa Francisco
Papa Francisco
"Sabes Juan Carloz, isso não interessa para nada. Deus fez-te gay. Deus ama-te assim. O papa ama-te assim e tu devias amar-te a ti mesmo e não te preocupares com o que as pessoas dizem": Estas terão sido as palavras proferidas por Francisco a um jovem homossexual vítima de abusos sexuais por parte de um bispo chileno, que provam mais uma vez a tolerância do sumo pontífice em relação à homossexualidade.

Juan Carlos Cruz passou três dias com o líder do catolicismo no Vaticano em abril deste ano, juntamente com mais dois jovens que também sofreram abusos por parte de membros do clero do Chile. Em entrevista ao El País, o jovem revelou que discutiu com Francisco a sua sexualidade e lhe confiou a sua história de vida, bem como tudo aquilo que sofreu às mãos do bispo Juan Barros.

Estas palavras do chefe da igreja católica vão totalmente contra aquilo que o catolicismo defende em relação aos homossexuais. De acordo com os princípios desta religião, a homossexualidade é uma "desordem" e uma contrariedade às leis de Deus.

Questionado pela CNN, Greg Burke, o porta-voz do Vaticano, preferiu não comentar as alegadas declarações do papa argentino, justificando-se com o facto de a instituição não ter por hábito falar em público sobre aquilo que este diz ou faz.

Recorde-se que há cerca de três meses, o Papa Francisco tinha acusado Juan Carlos Crúz de mentir em relação às acusações que fazia ao bispo Juan Barros, discípulo de Katadima. No entanto, voltou atrás com a sua posição e acabou mesmo por convidar o jovem a sua casa para lhe pedir perdão.

O jovem confessou ter sido alvo de uma campanha difamatória por parte de vários membros da igreja católica chilena, que o acusaram de ser um "prevertido" e trouxeram à tona o fator da sua homossexualidade.

Na semana passada, 34 bispos chilenos viram-se obrigados a pedir renúncia depois do sumo pontífice os acusar de terem encobrido os vários casos de abusos sexuais e destruído provas que aconteciam dentro da própria igreja do Chile e os seus responsáveis.
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