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Dinamarca põe fim ao correio tradicional a partir de janeiro. 1500 pessoas ficam no desemprego

Volume de cartas entregues caiu 90% com o correio eletrónico e as redes sociais. Privatização do setor provocou aumento dos preços e acabou por ser fatal.

11 de dezembro de 2025 às 01:30

Os correios da Dinamarca vão deixar de entregar cartas e postais e dedicar-se apenas às encomendas, já a partir de 1 de janeiro de 2026, acabando com um serviço iniciado em 1624, há 401 anos. Na origem desta decisão marcante está uma redução de mais de 90% no volume de correio tradicional, ocorrida neste século.

A internet e a comunicação por correio eletrónico e pelas redes sociais mataram os correios. A medida vai atirar para o desemprego cerca de 1500 pessoas e afetar sobretudo a população mais velha. Para enviar cartas e postais passará a ser necessário recorrer aos serviços de empresas privadas, a custos mais elevados.

Em 2024, o mercado dos correios na Dinamarca abriu-se aos privados, acabou a isenção de IVA, os preços subiram muito e o envio de correio tradicional caiu 30%, agravando a situação. Os tradicionais marcos de correio vermelhos vão ser retirados das ruas e tornar-se-ão peças de museu. Quem tiver selos de correio comprados este ano e em 2024 terá um período, em 2026, para recuperar o dinheiro despendido.

A PostNord, empresa pública que gere os correios, vai dedicar-se apenas ao serviço de encomendas, atividade que cresceu exponencialmente com o comércio online. “O nosso objetivo é tornar-nos o serviço de encomendas preferido dos dinamarqueses”, afirmou a empresa, em comunicado.

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