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Dinamarca vai construir patrulha para reforçar segurança da Gronelândia

Reforço acontece depois de Donald Trump ter dito que a aquisição da ilha é uma necessidade estratégica para os Estados Unidos.

29 de janeiro de 2025 às 16:28

O Governo dinamarquês vai passar a dar prioridade à construção de embarcações capazes de navegar no Ártico e no Atlântico Norte, com vista principalmente a reforçar a segurança da Gronelândia, na mira do novo Presidente dos EUA.

Em 2021, o parlamento aprovou um programa para fabricar barcos patrulha para renovar a frota sobretudo a fim de assegurar missões de vigilância e com objetivos ambientais no Mar Báltico.

No entanto, o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, reconheceu, em comunicado esta quarta-feira divulgado, que "a situação de segurança mudou significativamente" nos últimos anos.

Embora tenha sublinhado que o Báltico continua a ser uma prioridade, o Governo acredita que a integração da Suécia e da Finlândia na NATO significa que o envolvimento de países vizinhos na mesma área aumentou, pelo que a Dinamarca pode concentrar-se mais no norte.

O ministro salientou ainda que estas alterações não significam deitar fora o trabalho feito até agora, já que, como se trata de "uma reorientação", pode aproveitar-se o 'design', não sendo necessário começar do zero, o que levaria "muito tempo".

A Dinamarca já tinha avisado na segunda-feira que vai disponibilizar 14,6 mil milhões de coroas dinamarquesas (2 mil milhões de euros) para reforçar a presença do seu exército no Ártico e no Atlântico Norte, no âmbito de um primeiro acordo assinado com os seus territórios autónomos da Gronelândia e das Ilhas Faroé.

O novo Presidente norte-americano, Donald Trump, deu a entender, por diversas vezes, que quer controlar a Gronelândia, no âmbito de uma nova estratégia expansionista que inclui também o Canal do Panamá.

No entanto, tanto o Governo central dinamarquês como o da Gronelândia sublinharam que ficar sob controlo dos EUA está fora de questão.

Uma sondagem esta quarta-feira divulgada mostrou que 85% dos gronelandeses não querem deixar a união com a Dinamarca para passarem a fazer parte dos Estados Unidos.

Na sondagem, publicada pelo diário dinamarquês Berlingske e pelo diário da Gronelândia Sermitsiaq, apenas 6% querem que a ilha do Ártico passe a pertencer aos EUA, com 9% de indecisos.

Quase metade dos inquiridos vê o interesse de Donald Trump na Gronelândia como uma possibilidade, enquanto um número semelhante o vê como uma ameaça.

A Gronelândia tem estado sob os holofotes nas últimas semanas depois de Donald Trump ter dito que a aquisição da ilha é uma necessidade estratégica para os Estados Unidos e que não descarta ações estratégicas ou sanções económicas contra Copenhaga se não for vendida.

Desde 2009, a Gronelândia goza de um novo estatuto de autonomia que reconhece o seu direito à autodeterminação.

A maioria dos partidos e a população apoiam a separação da Dinamarca, mas metade do orçamento da ilha depende da sua ajuda anual.

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