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Dois agentes da polícia britânica investigados por conduta imprópria no caso Henry Nowak

Vickrum Digwa esfaqueou mortalmente Henry Nowak e foi condenado a prisão perpétua. Pai da vítima classifica como "desumano e degradante" o tratamento dado ao filho pela polícia.

01 de julho de 2026 às 14:53

Dois agentes da polícia britânica estão a ser investigados por alegada conduta imprópria devido à atuação após o esfaqueamento mortal de Henry Nowak, de 18 anos, que foi detido e algemado enquanto estava à beira da morte. 

A investigação centra-se na decisão dos agentes de deterem Henry Nowak em vez de lhe prestarem assistência médica imediata. O autor do ataque, Vickrum Digwa, de 23 anos, alegou ter sido vítima de um ataque racista por parte de Nowak. Essa versão levou os agentes a tratarem o jovem ferido como suspeito. Um dos polícias é ainda suspeito de ter desvalorizado as declarações da vítima, que afirmou ter sido esfaqueada e não conseguir respirar.

O Gabinete Independente para a Conduta Policial (Independent Office for Police Conduct - IOPC), citado pela BBC, confirma que decidiu alargar a investigação após queixas apresentadas pela família, que acusa a polícia de ter tratado Henry de forma diferente do seu agressor.

"Dois agentes irão agora enfrentar investigações por alegada conduta gravemente imprópria. Existem provas claras de que este incidente poderá ter comprometido seriamente a confiança do público na polícia, um fator que devemos considerar na avaliação da evidência", afirmou Derrick Campbell, diretor de relações institucionais do IOPC.

Num comunicado lido à saída do tribunal, em junho, Mark Nowak, pai da vítima, classificou como "desumano e degradante" o tratamento dado ao filho pela polícia, contrastando-o com a "decência" demonstrada pelas autoridades para com o seu homicida.

A polícia de Hampshire já pediu desculpa à família pela atuação dos agentes no local. O IOPC afirma que a investigação poderá levar a alterações nos procedimentos policiais e que as conclusões provisórias serão partilhadas com a família e com a força policial antes da decisão final. Está ainda previsto para o próximo ano um inquérito judicial à morte de Henry Nowak.

Henry Nowak foi morto em dezembro de 2025 por Vickrum Digwa, condenado em junho a prisão perpétua, com um período mínimo de 21 anos antes de poder requerer liberdade condicional. O jovem regressava a casa sozinho depois de uma saída com amigos no sul de Inglaterra, com uma baixa taxa de álcool no sangue, quando Vickrum Digwa o esfaqueou quatro vezes, uma delas fatal no peito.

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