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Economia da Rússia recua 0,2% no 1º. trimestre pela primeira vez em três anos

O crescimento da economia russa tem vindo a abrandar desde o ano passado, situando-se em 1% depois de ter atingido 4,3% em 2024.

15 de maio de 2026 às 18:48

A economia da Rússia recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2026, registando a primeira queda trimestral em três anos, segundo indicam os dados oficiais do serviço estatístico Rosstat divulgados hoje.

No primeiro trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia tinha crescido 1,4% em termos homólogos, de acordo com as estatísticas oficiais.

No início da semana, a Rússia reduziu a previsão de crescimento para 0,4% em 2026, face aos 1,3% anteriormente projetados.

O crescimento da economia russa tem vindo a abrandar desde o ano passado, situando-se em 1% depois de ter atingido 4,3% em 2024.

A subida dos preços do petróleo, desencadeada pela guerra no Médio Oriente, ofereceu a Moscovo um alívio de curto prazo, mas a inflação persistente, a escassez de mão-de-obra em setores não militares e os gastos excessivos com defesa contribuíram para a travagem na economia.

Os ataques ucranianos às infraestruturas petrolíferas russas também afetaram as exportações de crude de Moscovo nos últimos meses, de acordo com a AFP.

Na quinta-feira, o banco central russo indicou que a contração do PIB no primeiro trimestre poderá ser "temporária", explicando que a forte queda de neve em janeiro e fevereiro interrompeu o setor da construção e reduziu o consumo.

Destacou ainda que o número de feriados entre janeiro e março foi superior ao de todo o ano de 2025.

O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou entretanto que a economia russa voltou a crescer em março, após dois meses de contração do PIB.

"É essencial que esta tendência positiva emergente seja consolidada e estendida a cada vez mais indústrias e setores", declarou aos líderes empresariais ao início do dia de hoje.

Até março, o défice orçamental da Rússia já ultrapassou as previsões para o final do ano, atingindo o equivalente a 60 mil milhões de dólares (51,6 mil milhões de euros), ou 1,9% do PIB.

Para cobrir o défice, Moscovo aumentou no início do ano o IVA em dois pontos percentuais, dos anteriores 20% para 22%.

O aumento do imposto foi acompanhado por uma subida do salário mínimo para 27.093 rublos (cerca de 275 euros).

A Rússia, que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, intensificou os bombardeamentos nas últimas semanas, o que tem levado Zelensky a insistir nos apelos internacionais para obrigar Moscovo a parar com a ofensiva.

Em 24 de abril, a União Europeia aprovou aquele que é já o 20º. pacote de sanções contra a Rússia desde o início do conflito.

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