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Correio da Manhã

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Equipa de Trump contratou espiões israelitas para denegrir colaboradores de Obama

Jornal britânico diz que presidente americano procurava pretextos para revogar acordo com o Irão.
J.C.M. 6 de Maio de 2018 às 14:29
Donald Trump
Ben Rhodes, conselheiro de Barak Obama
Ben Rhodes, conselheiro de Barak Obama
Ben Rhodes, conselheiro de Barak Obama, numa reunião em 2011
Donald Trump
Ben Rhodes, conselheiro de Barak Obama
Ben Rhodes, conselheiro de Barak Obama
Ben Rhodes, conselheiro de Barak Obama, numa reunião em 2011
Donald Trump
Ben Rhodes, conselheiro de Barak Obama
Ben Rhodes, conselheiro de Barak Obama
Ben Rhodes, conselheiro de Barak Obama, numa reunião em 2011

O Jornal britânico The Observer noticia este domingo que colaboradores próximos do presidente americano Donald Trump contrataram um empresa israelita de espionagem para fazer "relatórios negros" sobre as pessoas que ajudaram a administração de Barack Obama a estabelecer um acordo de paz com o Irão.

A notícia revela que o alvo principal dos investigadores, contratados em maio de 2017, foi Ben Rhodes, um dos principais conselheiros de Segurança Nacional da administração Obama. O objetivo seria desacreditar Rhodes e todas as pessoas que estiveram na origem do acordo, para justificar o seu fim, medida que Trump vem ameaçando levar para a frente praticamente desde que foi eleito.

Jack Straw, ministro dos Negócios Estrangeiros do governo britânico na altura em que arrancaram as negociações (que envolveram os EUA, França, Alemanha e Rússia) comentou a notícia do Observer. "Estas são revelações extraordinárias e perturbadoras, mas também ilustram o alto nível de desespero de Trump e do primeiro ministro israelita Benjamin Netanyahu, que pretendem não tanto descredibilizar o acordo, mas denegrir todos os que estiveram à sua volta".

Os espiões israelitas terão recebido instruções para descobrirem segredos pessoais e profissionais da equipa de Obama. Procuravam sobretudo ligações que permitissem à atua administração americana dizer que os negociadores tinham tido alguma vantagem com o acordo que regulou o desenvolvimento do programa nuclear do Irão.

Jornalistas de vários media americanos e israelitas que defenderam o acordo estavam na lista de alvos a espiar. O jornal não conseguiu apurar, no entanto, se o plano de espionagem chegou a ser cumprido.

Trump deverá anunciar nos próximos dias se vai ou não manter o acordo de paz assinado com o Irão em 2015, que tanto tem criticado.




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