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Equipa de Trump contratou espiões israelitas para denegrir colaboradores de Obama

Jornal britânico diz que presidente americano procurava pretextos para revogar acordo com o Irão.

06 de maio de 2018 às 14:29

O Jornal britânico The Observer noticia este domingo que colaboradores próximos do presidente americano Donald Trump contrataram um empresa israelita de espionagem para fazer "relatórios negros" sobre as pessoas que ajudaram a administração de Barack Obama a estabelecer um acordo de paz com o Irão.

A notícia revela que o alvo principal dos investigadores, contratados em maio de 2017, foi Ben Rhodes, um dos principais conselheiros de Segurança Nacional da administração Obama. O objetivo seria desacreditar Rhodes e todas as pessoas que estiveram na origem do acordo, para justificar o seu fim, medida que Trump vem ameaçando levar para a frente praticamente desde que foi eleito.

Jack Straw, ministro dos Negócios Estrangeiros do governo britânico na altura em que arrancaram as negociações (que envolveram os EUA, França, Alemanha e Rússia) comentou a notícia do Observer. "Estas são revelações extraordinárias e perturbadoras, mas também ilustram o alto nível de desespero de Trump e do primeiro ministro israelita Benjamin Netanyahu, que pretendem não tanto descredibilizar o acordo, mas denegrir todos os que estiveram à sua volta".

Os espiões israelitas terão recebido instruções para descobrirem segredos pessoais e profissionais da equipa de Obama. Procuravam sobretudo ligações que permitissem à atua administração americana dizer que os negociadores tinham tido alguma vantagem com o acordo que regulou o desenvolvimento do programa nuclear do Irão.

Jornalistas de vários media americanos e israelitas que defenderam o acordo estavam na lista de alvos a espiar. O jornal não conseguiu apurar, no entanto, se o plano de espionagem chegou a ser cumprido.

Trump deverá anunciar nos próximos dias se vai ou não manter o acordo de paz assinado com o Irão em 2015, que tanto tem criticado.

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