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Correio da Manhã

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Eslovénia vai colocar exército a ajudar polícia na fronteira

Objetivo é gerir o fluxo de migrantes.
23 de Fevereiro de 2016 às 00:01
Miro Cerar, primeiro-ministro da Eslovénia
Miro Cerar, primeiro-ministro da Eslovénia FOTO: EPA
O parlamento esloveno autorizou esta segunda-feira à noite o exército a ajudar a polícia a gerir o fluxo de migrantes que atravessa a fronteira croata para o espaço Schengen, a zona europeia de livre-trânsito abalada pela crise dos refugiados.

A proposta foi aprovada por 69 votos contra cinco, num parlamento com 90 lugares.

O primeiro-ministro, Miro Cerar, disse aos jornalistas, antes da votação, que era "uma decisão natural, dadas as circunstâncias" perante o fluxo permanente, acrescentando: "Não permite ações militares, mas permite a assistência à polícia nas tarefas de guardar a fronteira".

A proposta autoriza o exército a gerir o fluxo dos migrantes pelas fronteiras durante três meses, incluindo a detenção temporária de grupos de migrantes e entrega posterior à polícia.

O exército também está autorizado a usar a força em caso de emergência para "garantir a segurança dos cidadãos", adiantou Cerar.

No início deste mês, a Eslovénia apertou o controlo do fluxo de migrantes para evitar engarrafamentos no seu território, uma vez que a sua vizinha Áustria, no seu norte, limitou o número diário de entradas.

O ministro do Interior, Vesna Gyorkos Znidar, disse aos deputados que o apoio dos militares era urgente para aliviar a pressão sobre a polícia na fronteira e permitir-lhe "que faça as suas tarefas dentro do país, onde se esperam problemas significativos, quando os migrantes virem negada a entrada" na Áustria.
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