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Espanha admite envio de tropas para a Gronelândia e fala em "perigosíssima escalada"

França, Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram nas últimas horas o envio de tropas para a Gronelândia.

15 de janeiro de 2026 às 11:45

A ministra da Defesa de Espanha, Margarita Robles, admitiu esta quinta-feira o envio de tropas do país para a Gronelândia, dentro de uma força de países europeus da NATO, com o Governo a alertar para uma "perigosíssima escalada".

"Reforçar a vigilância na Gronelândia seria sim uma opção, por exemplo. Mas vamos ver ao longo do dia de hoje. Penso que não é necessário precipitar acontecimentos", disse a ministra, em resposta a perguntas dos jornalistas em Madrid.

França, Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram nas últimas horas o envio de tropas para a Gronelândia, uma ilha no ártico que faz parte do território da Dinamarca que está a ser alvo de ameaças de apropriação por parte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Estamos permanentemente de acordó com os restantes aliados. Iremos vendo ao longo do dia de hoje o que é que está em cima da mesa nessas reuniões do dia de hoje", insistiu a ministra espanhola, que destacou que a missão europeia na Gronelândia seria "de vigilância".

"Vamos ver como avança tudo e, em função disso, tomar-se-ão decisões", acrescentou.

Na segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Espanha, José Manuel Albares, já tinha dito que o país está disponível para reforçar a segurança da Gronelândia, no âmbito da NATO, a Aliança Atlântica de cooperação em defesa de países da Europa e da América do Norte.

"Se neste momento existem elementos ou situações em torno da Gronelândia ou no Ártico que possam pôr em risco a segurança atlântica, estou certo de que todos poderíamos analisá-los e, se for necessário reforçar a segurança, ela seria reforçada", disse Albares, em declarações a jornalistas em Madrid.

O ministro acrescentou que "se algum aliado da NATO considera que a segurança euro-atlântica está em perigo ou não está suficientemente protegida em alguma parte do mundo", tem de informar sobre as ameaças que detetou para que os aliados possam tomar decisões.

Neste caso, tratando-se de um país membro da NATO (a Dinamarca), os aliados, incluindo Espanha, estariam "disponíveis para analisar, estudar e reforçar" esse aspeto porque "seria do interesse de todos", considerou.

Numa intervenção esta quinta-feira no plenário do parlamento espanhol, Albares voltou a pedir o fim das pressões, ameaças e tensões sobre a Gronelândia e alertou que há neste momento "uma perigosíssima escalada" e que a situação internacional "é muito grave".

"Está a tentar-se alterar a ordem mundial", afirmou o MNE.

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