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Correio da Manhã

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Espanhóis detidos por "ação terrorista" em São Tomé e Príncipe

Governo de Patrice Trovoada diz que operação que visava matar o chefe de governo e sequestrar o presidente da república.
Francisco J. Gonçalves 9 de Agosto de 2018 às 02:14
Patrice Trovoada, primeiro-minsitro de São Tomé e Príncipe
Patrice Trovoada, Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe
Evaristo Carvalho, presidente de São Tomé e Príncipe, com Marcelo Rebelo de Sousa
Patrice Trovoada, primeiro-minsitro de São Tomé e Príncipe
Patrice Trovoada, Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe
Evaristo Carvalho, presidente de São Tomé e Príncipe, com Marcelo Rebelo de Sousa
Patrice Trovoada, primeiro-minsitro de São Tomé e Príncipe
Patrice Trovoada, Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe
Evaristo Carvalho, presidente de São Tomé e Príncipe, com Marcelo Rebelo de Sousa
O governo de São Tomé e Príncipe anunciou esta quarta-feira que foi impedida no país "uma ação terrorista" que alegadamente visava o sequestro dos presidentes da República e da Assembleia Nacional e o homicídio do primeiro-ministro. A notícia surge menos de dois meses depois de uma tentativa frustrada de golpe de Estado.

"Nesta operação foram detidos por enquanto três indivíduos de nacionalidade espanhola e dois cidadãos nacionais", revelou o governo em comunicado, adiantando ainda que "foram apreendidos na posse dos espanhóis que atuavam no país como mercenários, material bélico".

O governo do primeiro-ministro Patrice Trovoada confirmou que os detidos são-tomenses são Albertino Fernandes, ex-ministro da Juventude e Desporto do governo de Gabriel Costa, e o segundo integrou o extinto Batalhão Búfalo sul-africano.

A identidade dos detidos espanhóis não foi revelada.

A 21 de junho, tinham sido detidos o deputado Gaudêncio Costa, ex-ministro da Agricultura, e Ajax Managem, sargento das Forças Armadas. Ambos estariam implicados numa "tentativa falhada de subversão da ordem constitucional".

Refira-se que a Espanha tem investimentos importantes em São Tomé, onde a exploração de petróleo está a despertar a cobiça internacional. Em janeiro, um consórcio da BP e da Kosmos Energy bateu o consórcio da Galp com a francesa Total num concurso para exploração numa zona restrita.
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