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Esquadrão anti-bombas 'varre' hotel onde Lula da Silva está hospedado após tentativa de atentado

Encontrados 40 quilos de explosivos que poderiam ser usados em atentados contra a tomada de posse de Lula.

26 de dezembro de 2022 às 21:04

Agentes do Esquadrão Anti-Bombas da Polícia Federal brasileira 'varreram', esta segunda-feir, o hotel em Brasília onde Lula da Silva está hospedado, com receio de um atentado terrorista contra o presidente eleito, que toma posse no próximo dia 1. A ação de segurança foi feita pouco antes da chegada de Lula a Brasília, depois de ter passado o Natal com a família em São Paulo.

Os especialistas em explosivos revistaram não somente o andar onde fica a suite do presidente eleito mas diversos outros e áreas comuns do hotel onde fosse possível esconder uma bomba. Nada foi encontrado, mas ações como etsa vão continuar até à posse de Lula e a sua mudança para a residência oficial da presidência.

A preocupação com a segurança de Lula da Silva, alvo de ameaças de morte desde a sua eleição em 30 de Outubro, aumentou depois do atentado falhado sábado no Aeroporto Internacional de Brasília. Um apoiante radical do ainda presidente Jair Bolsonaro, o empresário George Washington de Oliveira Sousa, 54 anos, já preso, conectou uma bomba a um camião cheio de combustível de aviação parado num acesso ao aeroporto e que ia abastecer aviões na pista, e uma grande tragédia só não aconteceu porque o motorista do veículo, que tinha deixado o local por minutos, ao voltar percebeu alguma coisa estranha no pesado e chamou a polícia.

Na noite de domingo, após uma denúncia anónima, outro Esquadrão Anti-Bombas, o da Polícia Militar de Brasília, localizou e destruiu de forma controlada 40 quilos de explosivos escondidos numa área de mata no Gama, na periferia da capital brasileira. Segundo George Washington disse à polícia ao ser preso com um arsenal de armas de guerra em casa, há planos para detonar bombas em Brasília antes da tomada de posse de Lula da Silva, para obrigar as Forças Armadas a uma intervenção militar e impedir que o presidente eleito assuma o cargo.

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