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Estudo conclui que há um medicamento que aumenta o tempo de vida de doentes com cancro da próstata

Lynparza pode ser personalizado tendo em conta a composição genética de cada paciente.

30 de setembro de 2019 às 19:57

Um estudo realizado em Inglaterra a um medicamento utilizado nos tratamentos do cancro da próstata permitiu concluir que os homens que o tomam podem viver mais tempo com a doença. Lynparza, um medicamento de "precisão", consegue reduzir a progressão da doença em média sete meses.

De acordo com o jornal britânico Daily Mail, os homens que tomaram o medicamento e foram acompanhados neste estudo, realizado pela entidade produtora do medicamento em parceria com a empresa farmacêutica MSD, viveram em média mais 18,5 meses. Portanto, mais 3,5 meses do que aqueles que apenas faziam o tratamento com os medicamentos utilizados a nível nacional na área da saúde.

Também conhecido como Olaparibe, este medicamento pode ser personalizado tendo em conta a composição genética de cada paciente. Depois de se perceber qual o erro existente no ADN do homem, é administrado o medicamento de forma personalizada garantindo que as células cancerígenas possam ser reparadas.

Segundo o que avança o Daily Mail, o Lynparza, fabricado pela empresa AstraZeneca, é destinado a homens com cancro da próstata cuja doença não responda a outras terapias.

O estudo, dividido em três fases, foi liderado por cientistas do Institute of Cancer Research, em Londres, e da Northwestern University, em Chicago. Ao longo da investigação, os cientistas compararam os tratamentos realizados com Lynparza aos tratamentos realizados com outros fármacos, como Abiraterona e Enzalutamida.

Os investigadores conseguiram concluir que os homens que tomaram Lynpraza conseguiram interromper a progressão da doença, comparativamente àqueles que não tomaram.

Para a autora deste estudo, Maha Hussain, da Northwestern University, esta investigação permitiu observar efeitos significativos na progressão da doença e também "outros efeitos clinicamente relevantes".

"Vimos os benefícios do Olaparibe em todos os pacientes, independentemente do País de origem, da idade, terapias já realizadas ou gravidade da doença", explicou Hussain.

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