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Ex-presidente da Nissan libertado após pagar fiança de quase oito milhões de euros

Carlos Goshn garante que vai lutar contra as acusações sem mérito que lhe são dirigidas.

06 de março de 2019 às 08:45

Carlos Ghosn foi libertado depois de ter pago uma fiança de mil milhões de ienes, o que corresponde a cerca de oito milhões de euros. O gestor estava detido desde 19 de novembro e conseguiu sair sob caução, depois de garantir que iria permanecer em Tóquio e que ficaria sob vigilância apertada.

Ghosn está acusado de quebra de confiança e de ter reportado ganhos inferiores auferidos na Nissan na última década em cerca de 82 milhões de dólares. Se for condenado, o ex-líder da Nissan enfrenta uma pena máxima de 15 anos de prisão.

"Estou inocente e totalmente comprometido em me defender vigorosamente num julgamento justo contra estas acusações sem mérito e infundadas", afirmou Ghosn, através de um comunicado, citado pela Reuters.

As notícias sobre a libertação de Ghosn já circulavam desde ontem, mas a sua libertação foi travada por um recurso dos procuradores. Entretanto, esta quarta-feira o juiz pronunciou-se e rejeitou esse recurso, o que permitiu que o gestor fosse libertado.

Ghosn foi o responsável por unir a francesa Renault com a japonesa Nissan, criando com esta parceria o maior fabricante automóvel a nível mundial, o qual liderava antes de ter sido detido.

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